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	<title>Comentários sobre: Literatura, uma forma de alegria</title>
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	<description>É para gostar de ler.</description>
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		<title>Por: Erwin</title>
		<link>http://livroseafins.com/literatura-uma-forma-de-alegria/comment-page-1/#comment-30271</link>
		<dc:creator>Erwin</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2006 11:55:02 +0000</pubDate>
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		<description>Talvez possa colocar um pitada de sal na defesa da facilidade da leitura. 
Os livros são um universo próprio, dentro do outro universo. Quero dizer com isso o seguinte: as escolhas que ele - o irlandês - fez foram diferentes das nossas, muito diferentes. E o prazer ficou mais distante, e esse talvez seja a explicação. Ele andou e flanou por fronteiras outras. Após algum tempo deveremos retornar ao Ulysses para ver se já conseguimos atingir aquela fronteira daquela Via-Láctea. Será que não é essa a experiência? Isso não altera em nada a sua observação e a do Jorge, claro, mas talvez esse grão ajudará a pensar uma ferida ainda aberta.  Caso contrário continuaremos a ler o Dicionário de lugares imaginários.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez possa colocar um pitada de sal na defesa da facilidade da leitura.<br />
Os livros são um universo próprio, dentro do outro universo. Quero dizer com isso o seguinte: as escolhas que ele &#8211; o irlandês &#8211; fez foram diferentes das nossas, muito diferentes. E o prazer ficou mais distante, e esse talvez seja a explicação. Ele andou e flanou por fronteiras outras. Após algum tempo deveremos retornar ao Ulysses para ver se já conseguimos atingir aquela fronteira daquela Via-Láctea. Será que não é essa a experiência? Isso não altera em nada a sua observação e a do Jorge, claro, mas talvez esse grão ajudará a pensar uma ferida ainda aberta.  Caso contrário continuaremos a ler o Dicionário de lugares imaginários.</p>
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		<title>Por: Alessandro Martins</title>
		<link>http://livroseafins.com/literatura-uma-forma-de-alegria/comment-page-1/#comment-30270</link>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2006 08:53:01 +0000</pubDate>
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		<description>Meu caro Paulo, vivemos uma época em que os leitores vêem um virar de página ou um clique como um obstáculo para os textos mais frugais e mais simples. O que poderíamos dizer do tamanho dos obstáculos para as sutis ironias de um Machado de Assis, por exemplo?

Deve ser algum problema com a nossa educação ou com o mau uso generalizado de alguns pecados capitais - afinal, existem bons usos dos pecados capitais. Falo da preguiça, no caso, mas a idéia se aplica a todos os sete. Ou seriam oito?

Apenas uso o exemplo de Borges, para quem a leitura de Joyce não devia ser exatamente uma dificuldade.

Mas concordo com você que certos prazeres devem ser aprendidos ou podem ser aprendidos. Não está claro para mim ainda o que deve determinar a velocidade desse aprendizado, se devemos aprender ajoelhados no milho ou seduzidos pelo objeto de aprendizado.

Mesmo no sexo, por exemplo, existirão aqueles que se recusarão a aprender os prazeres mais óbvios. No caso da leitura, a coisa se agrava.

Talvez a escalada de aprendizado que leva até o prazer ao ler um Joyce seja um pouco longa. Borges, aos 80 anos, não conseguiu chegar até o fim dela. Imagino que alguns, mais espertinhos, chegaram.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro Paulo, vivemos uma época em que os leitores vêem um virar de página ou um clique como um obstáculo para os textos mais frugais e mais simples. O que poderíamos dizer do tamanho dos obstáculos para as sutis ironias de um Machado de Assis, por exemplo?</p>
<p>Deve ser algum problema com a nossa educação ou com o mau uso generalizado de alguns pecados capitais &#8211; afinal, existem bons usos dos pecados capitais. Falo da preguiça, no caso, mas a idéia se aplica a todos os sete. Ou seriam oito?</p>
<p>Apenas uso o exemplo de Borges, para quem a leitura de Joyce não devia ser exatamente uma dificuldade.</p>
<p>Mas concordo com você que certos prazeres devem ser aprendidos ou podem ser aprendidos. Não está claro para mim ainda o que deve determinar a velocidade desse aprendizado, se devemos aprender ajoelhados no milho ou seduzidos pelo objeto de aprendizado.</p>
<p>Mesmo no sexo, por exemplo, existirão aqueles que se recusarão a aprender os prazeres mais óbvios. No caso da leitura, a coisa se agrava.</p>
<p>Talvez a escalada de aprendizado que leva até o prazer ao ler um Joyce seja um pouco longa. Borges, aos 80 anos, não conseguiu chegar até o fim dela. Imagino que alguns, mais espertinhos, chegaram.</p>
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		<title>Por: Paulo Polzonoff Jr</title>
		<link>http://livroseafins.com/literatura-uma-forma-de-alegria/comment-page-1/#comment-30269</link>
		<dc:creator>Paulo Polzonoff Jr</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2006 01:00:22 +0000</pubDate>
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		<description>Sabe que eu ando até com vontade de me arriscar pelo Ulisses? Li outro dia o texto de um cara (por sinal, um inimigo antigo) dizendo que o livro tem o ritmo de um dia: começa devagar, &quot;acorda&quot; pelo meio e depois vai dormir no fim. Sim, ele estava elogiado o livro. Achei interessante.

Mas é claro que não vou me dar ao trabalho. Pelo menos não por ora.

Mas a questão do esforço de fato é interessante. Eu penso nela muito. Senti um grande prazer depois de ler Grande Sertão: Veredas. Mas não tenho vontade de me arriscar em nada parecido.

O problema é que nossa geração é muito superficial, você sabe. Teoricamente, não é necessário esforço para ler Shakespeare - um dramaturgo popular. E, no entanto, nos é difícil ler o cara. O problema é que, se anularmos o esforço e nos concentrarmos apenas no prazer, corremos o risto de ler apenas o que nos fala superficialmente à alma. Não?

Tergiverso... Saudade daquela café na Argumento.

abs</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe que eu ando até com vontade de me arriscar pelo Ulisses? Li outro dia o texto de um cara (por sinal, um inimigo antigo) dizendo que o livro tem o ritmo de um dia: começa devagar, &#8220;acorda&#8221; pelo meio e depois vai dormir no fim. Sim, ele estava elogiado o livro. Achei interessante.</p>
<p>Mas é claro que não vou me dar ao trabalho. Pelo menos não por ora.</p>
<p>Mas a questão do esforço de fato é interessante. Eu penso nela muito. Senti um grande prazer depois de ler Grande Sertão: Veredas. Mas não tenho vontade de me arriscar em nada parecido.</p>
<p>O problema é que nossa geração é muito superficial, você sabe. Teoricamente, não é necessário esforço para ler Shakespeare &#8211; um dramaturgo popular. E, no entanto, nos é difícil ler o cara. O problema é que, se anularmos o esforço e nos concentrarmos apenas no prazer, corremos o risto de ler apenas o que nos fala superficialmente à alma. Não?</p>
<p>Tergiverso&#8230; Saudade daquela café na Argumento.</p>
<p>abs</p>
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		<title>Por: Fernanda</title>
		<link>http://livroseafins.com/literatura-uma-forma-de-alegria/comment-page-1/#comment-30268</link>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2006 00:32:46 +0000</pubDate>
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		<description>Aí eu acho que depende. Depende do objetivo de cada autor, assim como depende do leitor. Há leituras que se tornam melhores com a idade, com a maturidade, como conhecimento prévio. Se achamos que tudo deve ser gostoso, corremos o risco de simplificar demais; ao mesmo tempo, se assumimos que o leitor deve nos entender de qualquer jeito, deixa de ser literatura...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aí eu acho que depende. Depende do objetivo de cada autor, assim como depende do leitor. Há leituras que se tornam melhores com a idade, com a maturidade, como conhecimento prévio. Se achamos que tudo deve ser gostoso, corremos o risco de simplificar demais; ao mesmo tempo, se assumimos que o leitor deve nos entender de qualquer jeito, deixa de ser literatura&#8230;</p>
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