Basta ter uma conta no Twitter que o sujeito se arvora como juiz, defensor, promotor e carrasco de um caso do qual nem chegou a ouvir todas as partes.
Diariamente vemos ataques coletivos a pessoas que – independentemente de sua culpa ou não -, diante da multidão de arrobas, não tem a chance de se defender com justiça.
Ser julgado dessa forma é uma crueldade.
Por outro lado, escolher o cargo de juiz é uma infâmia auto-inflingida ainda que aprovada pelo grupo. Uma canalhice coletiva sob a sombra morna da ignorância.
O ato em si e seus resultados não é propriamente um julgamento, mas um massacre. Cada um dos agressores, com sua responsabilidade covardemente diluída na massa.
Um acontecimento desses, se transferido para a vida de carne e osso, é o que chamamos de linchamento.
E linchamentos tem acontecido no Twitter e em outras mídias sociais. Não participe.












