Basta ter uma conta no Twitter que o sujeito se arvora como juiz, defensor, promotor e carrasco de um caso do qual nem chegou a ouvir todas as partes.

Diariamente vemos ataques coletivos a pessoas que – independentemente de sua culpa ou não -, diante da multidão de arrobas, não tem a chance de se defender com justiça.

Ser julgado dessa forma é uma crueldade.

Por outro lado, escolher o cargo de juiz é uma infâmia auto-inflingida ainda que aprovada pelo grupo. Uma canalhice coletiva sob a sombra morna da ignorância.

O ato em si e seus resultados não é propriamente um julgamento, mas um massacre. Cada um dos agressores, com sua responsabilidade covardemente diluída na massa.

Um acontecimento desses, se transferido para a vida de carne e osso, é o que chamamos de linchamento.

E linchamentos tem acontecido no Twitter e em outras mídias sociais. Não participe.

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(publicado originalmente em 8 de novembro de 2011)

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!