Ao que parece o formato do livro digital está fadado a repetir nos bits o que acontece com o livro físico: ficar esquecido em uma prateleira sem ser reutilizado depois que o dono o lê. A diferença é que, em vez de uma estante, ele ficará fechado em uma eReader.

Mesmo na possibilidade de empréstimo, há limites.

A Amazon anunciou nesta sexta-feira 22 que vai eliminar uma das maiores desvantagens do leitor de livros digitais Kindle na comparação com as publicações impressas: até o final do ano, será possível emprestar livros do Kindle para amigos que também possuam o leitor digital.De acordo com a Amazon, cada livro só poderá ser emprestado uma vez, por um período de 14 dias. Durante este tempo, o comprador original não poderá acessar o conteúdo em seu Kindle. (via G1)

Quando termino de ler um livro, eu tenho a possibilidade de doá-lo, dá-lo a um amigo ou colocá-lo na Biblioteca Pote de Mel (biblioteca que ajudo a manter em uma padaria). Durante quantos dias eu quiser. Aliás, na Pote de Mel, o leitor pode pegar o livro emprestado, sem pedir a ninguém e devolvê-lo quando quiser, sem limite de tempo.

Sou favorável a praticidade dos livros digitais, mas prevejo que esse formato protetor do conteúdo talvez em alguns anos não exista mais.

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!