O caso da blogueira Denise Bottmann, processada pela Martin Claret, por ter denunciado a editora por plágio teve final feliz.

Cito o curto post em que ela relata o desfecho:

No dia 03/11 o Juiz de Direito da comarca de Registro rejeitou a queixa-crime proposta por Martin Claret, em sentença publicada no Diário Oficial do Estado, por considerá-la sem justa causa. Decorrido o prazo para recurso sem manifestação do proponente.

A Martin Claret processou a blogueira alegando entre outras coisas que, por conta das denúncias de plágio, não conseguiu fechar negócio com uma empresa estrangeira.

A empresa costuma plagiar traduções e em alguns casos a situação era absurda:

Uma verificação rápida entre as edições registradas pela própria Martin Claret é um bom roteiro inicial. Pelo site, descobre-se que Machado de Assis teve seu “Quincas Borba” vertido para o português por Pietro Nassetti, tradutor prolífico da editora. Machado traduzido para o português?

(…)

As traduções pirateadas acabam se propagando. Por terem a aparência legal, os livros plagiados acabam citados até em teses acadêmicas. O plágio é feito pela cópia pura e simples ou pela troca eventual de palavras ou frases.

Repito a indagação do artigo. Machado traduzido para o português?

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