Juiz rejeita queixa-crime da Martin Claret contra blogueira Denise Bottmann
04/12/2009O caso da blogueira Denise Bottmann, processada pela Martin Claret, por ter denunciado a editora por plágio teve final feliz.
Cito o curto post em que ela relata o desfecho:
No dia 03/11 o Juiz de Direito da comarca de Registro rejeitou a queixa-crime proposta por Martin Claret, em sentença publicada no Diário Oficial do Estado, por considerá-la sem justa causa. Decorrido o prazo para recurso sem manifestação do proponente.
A Martin Claret processou a blogueira alegando entre outras coisas que, por conta das denúncias de plágio, não conseguiu fechar negócio com uma empresa estrangeira.
A empresa costuma plagiar traduções e em alguns casos a situação era absurda:
Uma verificação rápida entre as edições registradas pela própria Martin Claret é um bom roteiro inicial. Pelo site, descobre-se que Machado de Assis teve seu “Quincas Borba” vertido para o português por Pietro Nassetti, tradutor prolífico da editora. Machado traduzido para o português?
(…)
As traduções pirateadas acabam se propagando. Por terem a aparência legal, os livros plagiados acabam citados até em teses acadêmicas. O plágio é feito pela cópia pura e simples ou pela troca eventual de palavras ou frases.
Repito a indagação do artigo. Machado traduzido para o português?





4 comentários
Machado de Assis traduzido para o português é punk.
O caso da Martin Claret é antigo.
Minha primeira constatação de plágio desta editora dizia respeito a livros de Filosofia. Cito dois como exemplo: “A República” de Platão e a “Crítica da Razão Pura” do Kant.
No caso, ambos os textos, publicados pela Martin Claret, foram plágios das traduções da editora portuguesa Calouste Gulbenkian.
Nesse caso específico, porém, ocorre algo interessante. Como se sabe, a Calouste possui as melhores edições/traduções de filosofia para a lingua portuguesa, entretanto, são edições são consideravelmente caras {por vezes excedendo o valor de 100 reais}, sobretudo para os alunos de graduação; ao passo que, as edições da Martin são vendidas em média a 10 reais. De modo que, com as edições plagiadas da Martin, os alunos puderam ter acesso aos textos adotados nas disciplinas, substituindo as antigas fotocópias – as quais, no caso desses dois textos, ficam em valor mais elevado do que a edição plagiada.
Não quero, com isso, defender a prática do plágio; mas, apenas, fazer uma constatação de que, apesar dos pesares, a história pode resultar em uma nota positiva: a da acessibilidade a textos, até então, praticamente inacessiveis a um público mais amplo.
Quanto ao processo movido pela editora à Denise, não seria possível maior absurdo. Até porque, a acusação de plágio contra essa editora não se constitui como uma calúnia.
Justificar, nao justifica. Mas,preço elevado sempre resulta em plagio ,a tão conhecida pirataria.
comentei a opinião de borboleta no outro post do livros e afins:
http://livroseafins.com/sobre-plagio-livros-caros-e-fotocopias/
alessandro, obrigada pelo espaço, obrigada por divulgar esse batalho.
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[...] This post was mentioned on Twitter by Alessandro Martins, Alessandrolândia. Alessandrolândia said: Juiz rejeita queixa-crime da Martin Claret contra blogueira Denise Bottmann http://bit.ly/6ouqOL (via Livros&Afins) [...]
[...] Sobre plágio, livros caros e fotocópias 5 de dezembro de 2009 | Publicado na Categoria mercado editorial | Sem Comentários » O leitor ou leitora que se identifica como Borboleta (veja o blog) deixou o seguinte comentário no post sobre o processo perdido da Martin Claret contra a editora de blog e tradutora Denise Bottmann: [...]
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