Jorge Luis Borges encontra Mick Jagger
09/04/2009Segundo María Kodama, viúva de Jorge Luis Borges, o escritor teria se encontrado com Mick Jagger em certa ocasião e o encontro teria sido um tanto inusitado:
Le encantaban (os Rolling Stones), también decía que tenían una fuerza increíble. Un día estábamos en el hotel Palace de Madrid, esperando a que vinieran a buscarnos para cenar, y veo que viene Mick Jagger. Se arrodilla, le agarra la mano a Borges y le dice: “Maestro, yo lo admiro”.
Borges, un poco asombrado, no lo veía, dice: “¿Y usted quién es, señor?”. Y él responde: “Soy Mick Jagger”. Borges dice: “Ah, uno de los Rolling Stones”. Mick Jagger casi se desmaya y pregunta: “¿Cómo maestro, usted me conoce?”. Y Borges dice: “Sí, gracias a María”.
Yo le había contado a Borges que en una película que se llama “Performance” aparece una gran foto de Borges y creo que Mick Jagger leyendo a Borges.
- Leia a entrevista de María Kodama sobre Jorge Luis Borges: nela, ela também fala sobre a predileção do escritor por Pink Floyd, em especial pelo musical The Wall
Registrei a passagem em meu Tumblr sobre Jorge Luis Borges. Se você encontrar qualquer site, qualquer mesmo – ou foto, curiosidades ou trechos -, sobre o escritor argentino, me avise para que eu ali registre.





2 comentários
Alessandro:
Adorei o texto. Aliás, tudo que está escrito sobre ele me encanta.
Obrigada pelo achado.
Precioso!
Alessandro… Falando de Borges, depois de contar minha experiencia no “A culpa é do livro” nos diferentes encontros que tive com o escritor, já te encaminhei meu recente livro: “Borges e outras ficções” (Design Editora) com lançamento no final deste mês na Feira Internacional do Livro em Buenos Aires, e espero que nele consiga também garimpar outras curiosidades deste talento inésgotável…
Conseguia “viver” melhor nos livros, nas tantas personagens da sua literatura. Viveu, existiu e respirou através de todas elas. Seu mundo era o das idéias. A vida real e seu cotidiano eram uma carga pesada demais para quem concebeu e acreditou intensamente na metáfora da biblioteca infinita como universo e imagem da verdade.
E isso continua em inúmeras biografias, especulações, estudos, interpretações, tributos… O escritor cego de visão futurista. Um cânone da literatura universal que venceu e conquistou o tempo, imortal. A morte continua sendo uma falácia. A única verdade, neste caso, parece ser sua inesgotável ficção.
Quase tudo já se ponderou do ensaísta, contista, historiador de estórias, memorialista apócrifo, biógrafo inventor de biografados, do poeta. Embora tenha falecido em 1986, ficou difícil escrever depois dele, e cada dia parece fazê-lo melhor…
E, então, tudo recomeça e volta a ser o outro, o mesmo.
Abraço