Leio Assombro, de Chuch Palahniuk, e lá pela página 125 diz um dos personagens:
Não, nós olhamos para A Última Ceia e para a Mona Lisa – o Duque diz – sem perguntar quem pagou a conta para criar aquilo. O que interessa, diz ele, é o que o artista deixa para trás, a obra de arte, e não como ele pagava o aluguel.
Miguelângelo mendigava à igreja. Mozart recebia do arcebispo de Salzburg e de Giuseppe Bridi. Leonardo da Vinci se submetia ao papa Leão X e a Lourenço de Medici.
Se você for pensar, é quase como se eles tivessem a sua Lei de Incentivo à Cultura particular.
Mas ninguém se importa muito, hoje em dia, de onde vinha o financiamento para que esses e outros exercessem sua genialidade. Depois do teste do tempo, isso pouco interessa.
Porém, eu fiquei pensando se entre nossos queridos financiados pelas leis de mecenato há algum Davi ou algum Moisés. Uma Santa Ceia. Uma Flauta Mágica.
Não precisa ser nem uma ópera como Don Giovanni.
Só os séculos dirão se o dinheiro público foi em algum momento bem aplicado.
É impressão minha ou a frase anterior é absurda por diversas razões?











