O primeiro volume de As Crônicas de Gelo e Fogo – A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin – e que inspira a série Game of Thrones, da HBO – traz talvez um dos melhores diálogos dessa fantasia até o momento.
Logo no início, o anão Tyrion Lannister, irmão da rainha dos sete reinos, encontra Jon Snow, filho bastardo de Eddard Stark, senhor de Winterfell e das Terras do Norte.
Conversam da seguinte maneira:
- E você é o bastardo de Ned Stark, não é?
Jon sentiu-se atravessado por uma sensação de frio. Apertou os lábios e não disse nada.
- Eu o ofendi? – disse Lannister. – Perdão. Os anões não tem de ter tato. Gerações de bobos variegados conquistaram para mim o direito de me vestir mal e de dizer qualquer maldita coisa que me venha à cabeça – ele sorriu. – Mas você é o bastardo.
- Lorde Eddard Stark é meu pai – admitiu Jon rigidamente.
Lannister estudou-lhe o rosto.
- Sim – disse. – Consigo ver. Você tem em si mais do Norte que seus irmãos.
- Meio-irmãos – Jon corrigiu. O comentário do anão o agradara, mas tentou não mostrar.
- Deixe-lhe dar um conselho, bastardo – disse Lannister. – Nunca se esqueça de quem é, porque é certo que o mundo não se lembrará. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com esta lembrança, e ela nunca poderá ser usada para magoá-lo.
Isso dito na interpretação de Peter Dinklage que recém ganhou o Emmy de melhor ator coadjuvante este ano. Certamente, Tyrion é o personagem mais carismático da série até o momento.
Quando comecei a ficar calvo, raspar totalmente a cabeça foi a melhor coisa que fiz. Mas isso vale para outras coisas na vida, certamente.











