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Fim da exigência do diploma de jornalismo? Talvez agora as faculdades ensinem algo…

17 de junho de 2009 | Publicado na Categoria Outros assuntos | 28 Comentários »

Com o fim da exigência do diploma para exercício de Jornalismo (a inicial maiúscula é facultativa, neste caso), as faculdades de Comunicação Social com essa habilitação terão que realmente fazer a diferença. E não apenas serem fabriquinhas de certificados de conclusão de curso.

Trabalhei 10 anos como jornalista. Você sabe. Escrevendo em um jornal.

E vi muita gente chegar à redação, com um diploma embaixo do braço, incapaz de fazer perguntas decentes a um dono de banquinha. Transformar aquilo em texto era ainda mais difícil.

Eu mesmo, quando comecei, mal sabia ligar para a polícia para saber as ocorrências do dia.

Mas eu tinha um diploma.

Como profissional formado em jornalismo fico um tanto curioso quanto ao que acontecerá depois do fim da exigência do diploma. Ao mesmo tempo, isso me dá algumas opções divertidas.

  • posso dizer que tenho apenas segundo grau: as pessoas pensarão que até que sou esperto para alguém com essa formação
  • posso fingir que fiz uma espécie de curso de férias que durou quatro anos (quatro e meio, pois como não gostava muito da aula de rádio, reprovei por faltas uma vez)

Ética

As exigências éticas para o profissional da área, no entanto, continuam as mesmas. Embora o diploma nunca tenha sido garantia de exercício ético da profissão.

Você não coloca ética em um cidadão como quem despeja chá em uma xícara. Diploma não faz mágica.

Ética não é algo ligado a uma profissão. Não sei quem inventou essa história. Ética não é nem ao menos algo ligado ao cidadão. Ética é algo ligado ao ser humano. Não se aprende em quatro anos.

Na faculdade aprendi sobre leis. Coisas básicas como os conceitos de injúria, calúnia e difamação. Mas como você deve saber, Ética e leis, não poucas vezes são antagonistas.

A verdade é que, agora, o sujeito que sai de uma faculdade de jornalismo não pode mais se esconder atrás de um carimbo para garantir seu lugar ao sol: ele precisará sair de lá um Jornalista. E vai ter que competir com pessoas que são Jornalistas (a inicial maiúscula não é facultativa neste caso) mesmo sem ter cursado uma faculdade com essa habilitação.

Sem falar na nova dinâmica da informação que mais e mais se firma. E só este tópico renderia dezenas de artigos.

Por isso, sem diploma, regras novas: fábricas de certificados de conclusão de curso fracassarão (quero apostar que existem instituições diferentes disso). Maus profissionais que usam o diploma como abrigo também.

Como disse Alexandre Sena, no Twitter: “O curso superior em Jornalismo passa a ser um diferencial, não uma obrigação.” (link para o tweet)

O fim do diploma não é o fim do Jornalismo. É um novo começo.

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28 Comentários para “Fim da exigência do diploma de jornalismo? Talvez agora as faculdades ensinem algo…”

  1. Roberto Denser - 17 6 2009 às 23:06

    Fiz faculdade de Letras/Inglês e hoje curso Direito. Sou um desses “jornalistas sem diploma”, mas atuo como free-lancer e ainda estou no começo da carreira.

    A decisão tomada pela maior autoridade jurídica desse país não se baseia em argumentos passionais ou corporativistas, mas sim na Lei Fundamental que rege o nosso Direito. Gostei da decisão do STF, claro, e acho que tem muito jornalista incompetente atuando por aí, porém o contrário também é verdadeiro. Gosto do teu ponto de vista sobre as mudanças nas faculdades, Alessandro, e também estou curioso para saber o que irá acontecer.

    Abraço.

  2. Luiz - 18 6 2009 às 12:46

    O direito é passível de ser aprendido autodidatamente, as letras também, até a medicina. Vamos andar para trás e abolir os cursos superiores num país que tem déficit crônico na área? ” Maior autoridade jurídica do país” : ora, Rober Denser, Gilmar Mendes?!, vamo combiná… Professor de Letras ignorante, médico e advogado incompentente é o que mais há por aí, mas não dá para jogar o bebê fora com a água do banho. A medida foi um retrocesso, vai precarizar a profissão, vai esvaziar os cursos de jornalismo e vai pro lixo o interesse social ou o que restava dele na prática profissional. A profissão vai virar terra de ninguém, como já foi.

  3. Alessandro Martins - 18 6 2009 às 14:29

    Luiz,

    aboliram os cursos de jornalismo? Não li essa notícia ainda. Pode enviar o link?

    Se o curso só era importante porque oferecia um diploma no final, meu amigo, sinceramente, não valia a pena.

    Você pode consultar um médico ou um advogado sem diploma? Claro que pode (ainda que eles não possam exercer a profissão sem diploma). A grande pergunta é: você faria mesmo isso?

    Agora você pode contratar jornalistas sem diploma. Mas você faria isso? Não sei. Agora os cursos de jornalismo é que terão de dar essa resposta.

    Abraços!

  4. Marlene - 18 6 2009 às 15:49

    Também não acho relevante a obrigatoriedade do diploma, mas, acho que seguindo o seu raciocínio, também há muito advogado picareta e professor incompetente – então, estes diplomas que você obteve também não deveriam ser obrigatórios!
    E faculdade de administração, prá que serve?
    E faculdade de história, geografia, etc., etc.? tem muito leitor curioso que sabe muito mais que os professores do nosso querido, mas, atrasado,país.

  5. Alessandro Martins - 18 6 2009 às 15:59

    Marlene, e alguém duvida disso? Diploma garante tão somente que o sujeito conseguiu completar a faculdade.
    Abraços do Alessandro.

  6. Cláudio Cunha - Repórter Fotográfico e Jornalista - 18 6 2009 às 16:34

    O que esperar de uma decisão desse tipo, que não passa de um revide político da mais alta instância decisória do país? Receio que o STF esteja servindo de “boi de piranha”, para outras instâncias insatisfeitas com graves denúncias feitas por jornalistas. O que mais assusta é o placar nas votações: oito votos a favor e apenas um contra a decisão e ainda assim, mediocremente defendida. É mais que andar na contramão. É a cegueira definitiva para o que está nas entrelinhas dessa decisão burra. Alguma dúvida de que estaremos assistindo a uma verdadeira avalanche de pedidos de mesma natureza, por causa da jurisprudência resultante? O irônico é saber que a própria condição para se formar quem decidiu toda essa bagunça – o curso de Direito, será o próximo, a ser atacado. É claro que o corporativismo de lá estará mais arraigado do que nunca. Já há boatos por aqui em BH, que companheiros já pensão em entrar com pedido igual no Ministério Público, pedindo a extinção da exigência de diploma para advogado. Vingança? Que nada. É orgulho ferido mesmo. Chumbo trocado não dói.
    Sou repórter fotográfico há 16 anos, e já vi muita coisa estranha no meio jornalístico. Não defendo maus profissionais, ainda que seja da classe. Agora, talvez, caberia em nossa indignação a afirmação do presidente Lula, prontamente rebatida pelo Superior Tribunal Federal na época: “O judiciário é uma caixa preta”. Com a palavra os senhores de preto do STF.

  7. Daniela - 18 6 2009 às 18:23

    Incrivel é como 9,10 ou 11 pessoas decidem o seu futuro de uma maneira tão drástica. Eu sonho com a profissão de jornalismo a muito tempo e fiquei muito decepcionada ao saber que agora a qualquer momento que eu terminar meu ensino médio vou poder exercer essa profissão que exige muita dedicação e técnica.Estudei durante horas e horas para fazer um vestibular pro curso de jornalismo e agora? Para onde eu jogo essas horas?! Talvez quando eu daqui a uns 4 anos termina minha faculdade( se for mesmo tentar depois dessa decepção) eu vá procurar um emprego para exercer todo o conteúdo que eu aprendi, e não consiga um emprego porque existe um “profissional” atuando naquela área sem ao menos passar por um curso técnico que fosse!
    Acho que a decisão só vai fazer desvalorizar a profissão que não é simplesmente expressar sua opinião, nem é tão “simples” como cozinhar, mas é se não uma das áreas mais importantes da sociedade que informa a população e que não deixará de existir nunca!

  8. Alessandro Martins - 18 6 2009 às 18:42

    Daniela,

    sinceramente? O curso deve ter valor em si – no conteúdo que oferece – e não no diploma que dá e nos privilégios que esse papel concede.

    Faça o seu curso de Jornalismo, erga a cabeça e faça valer o diploma que receberá no final do curso não pelo que ele é ou representa, mas pelo que VOCÊ é.

    Vocês estudantes estão reclamando da coisa errada. Exijam cursos melhores, com mais conteúdo e bons professores. Vocês pagam, direta ou indiretamente, por isso.

    Abraços.

  9. Maria Aparecida Ribeiro Chula - 19 6 2009 às 18:51

    Estou indignada com essa decisão do STF. Em momento algum eles pensaram nas pessoas que fizeram um curso de jornalismo e no tempo e dinheiro que gastaram para concuirem o curso. E o que fazer agora, com os alunos que já se encontram no meio do curso? Por acaso, os senhores do STF irão reembolsar os pais e alunos que já gastaram para conseguir tal formação?
    Isto tudo só nos desmotiva de viver nesse país. Se uma turma de algumas pessoas resolvem que tal curso não vai valer, daqui a pouco curso superior nenhum valerá, pois assim como há maus jornalistas há também maus professores, advogados, médicos …
    Quem irá nos reembolsar? Vou ter que brigar na justiça e gastar mais ainda?

  10. Alessandro Martins - 19 6 2009 às 18:55

    Maria,

    quem optou pelo curso de Jornalismo comprou um pedaço de papel ou o conhecimento que o curso proporciona? Se comprou o conhecimento e se esse conhecimento é bom, suficiente e capacitante, não precisa reclamar ou temer nada. Se comprou o papel não deveria nem ter começado.

    Abraços.

  11. Josilene - 20 6 2009 às 16:53

    Pessoal, eu não sou jornalista, mas sou cidadã e o q tenho a dizer é que concordo plenamente com o Alessandro Martins, vai ficar na profissão quem é bom, quem só tem grana pra pagar a faculdade e tira seu diploma só pra ter alguma coisa pra pendurar na parede, esse tipo ai, rodou!!!! Quem for atrás de um curso, poderá exigir um diferencial, algo mais do curso e será esse “diferencial” q colocará profissionais melhor preparados nos veiculos… Se vc é Jornalista, não precisará se preocupar… só deverão fazê-lo quem for “jornalista”!!!!!!

  12. Gisele Souza - 20 6 2009 às 22:43

    Admito q fiquei chocada com a noticia com o fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, começo a faculdade daqui 1 mês, entendo tambem q não é um diploma q torna capaz um profissional,existe alguns “profissionais” q não conseguem escrever com coerência 1 linha ,mas como alguem q nem estudou pode ser capaz de exercer a profisão? Admito isso está me dando medo. Eu só não quero que minha profisão seja vista com um oficio que qualquer um seja capaz de fazer.

  13. paulo cavavalcante - 22 6 2009 às 5:51

    ora! ser jornalista é conhecer varios assuntos e fzer pergunta certa pra pessoas certas na hora certa não vejo nada de cientifico nisso so sendo muito babaca pra comparar com direito ou medicinaesses mauricinho que se preocupavam so em adquirir um pedaço de papel vão fazer alguma coisa descente e deixem o jornalismo pra jornalista!!

  14. Vamos comemorarrrrrrr galera - 22 6 2009 às 13:38

    Acho muito bom o fim da exigência,pois assim poderemos fazer o técnico,sabendo que temos que nos aperfeiçoar a cada dia,e depois trabalhando na área podemos fazer a faculdade de jornalista com mais tranquilidade.Enfim tem muitos jornalistas ai que são formados e não sabem nada se garantem por causa de um pedaço de papel,não tem ética e fazem umas reportagens q nem um cachorro marece.Pessoas absurdas que passaram 4 anos ou mais dentro de uma faculdade são os bons.Não tenho nada contra a faculdade mas agora quem sabe o preço absurdo q cobram não abaixa e eles comecem a ensinar de verdade!!!

  15. Jonathan Cordeiro - 22 6 2009 às 21:38

    Uma salva de palmas à corrupção!

    É realmente incrível a competência de nossos políticos quando o assunto é encontrar maneiras de burlar o sistema para arrecadar fundos – principalmente se forem para fins próprios. Como é o que está acontecendo com isso.
    Qual é a organização vinculada à informar os fatos às pessoas? O Jornalismo.
    Qual é o “tipo” de pessoa mais fácil de se manipular: os informados, os induzidos?
    Com diploma, a exemplo da medicina, se um médico faz algo corrupto ou criminoso como, por exemplo, a morte proposital de alguém, seu diploma é invalidado. Assim não poderá mais exercer sua função.
    O mesmo ocorerá aos não diplomados?
    Com a não obrigatoriedade do diploma, o cursado será extremamente manipulável, pois possui apenas um curso, não algo sério, como um diploma. Logo, se as notícias que passar não forem verídicas, mas protecionistas de um governo corrupto, além de as pessoas que lerem suas publicações ficarem cegas para o que de fato ocorre, sua carreira não será cassada pela organização responsável. Apenas peos outros jornalistas. Os honestos. E ele poderá exercê-la novamente em outro lugar. Claro que com uma infamidade tamanha.
    Outro ponto, será a formação de uma nova “classe” jornalística: os Protegidos.
    Se uma pessoa tem uma empresa, ou uma campanha, ou um projeto etc, e quer, por mais que não possua, uma imagem positiva do mesmo, é mais viável por um conhecido para fazer o curso e contratá-lo.
    Por isso, vamos festejar, pois realmente temos motivos de sobra para isso!

  16. Alessandro Martins - 23 6 2009 às 8:34

    Jonathan,

    os diplomados ou os não estão sujeitos às mesmas leis que dizem respeito à verdade e ao respeito na expressão e que se referem a coisas como difamação, injúria e calúnia, entre outras. Não é o diploma que deve garantir a qualidade e a veracidade da informação que é propagada, mas a lei e, antes dela, a ética. Se a lei, que é criada em sociedade, não a garante e a ética, impossível de ser ensinada em quatro anos de universidade, não proporciona tais coisas, não será um pedaço de papel que o garantirá.

    Abraços.

  17. alisson pereira - 28 6 2009 às 12:49

    Agora com o fim da exigência do diploma o que devo fazer para me registrar como reporter fotográfico?

  18. Marcelo Leme - 30 6 2009 às 10:49

    Bem, caros amigos. Falamos de ética, leis, diplomas, direitos e até alguns deveres, mas não de conhecimentos inatos. Esses conhecimentos que normalmente as pessoas não sabem de onde vem, mas basta uma pena em suas mãos para o desabrochar de um grande escritor(a). Basta averiguar na história da nossa literatura que teremos provas incontestáveis sobre o assunto. A situação presente, pessoas com maior capacidade financeira conseguem fazer os estudos dentro de uma faculdade, mas não poderemos jamais descartar, outras que, com boa vontade, amor às pessoas, as letras, as imagens, a história e a boa moral, não possam realizar e muitas vezes, com mais mérito, o jornalismo propriamente dito. Faço parte do que muitos chamam de “não-diplomados” e achei maravilhosa a nova lei, porque, depois de sete anos roterizando, cinegrafando, produzindo, editando, finalizando para tvs, rádios dentre outros órgãos de comunicação, não precisarei mais enviar todo o meu trabalho para um “formado” assinar!!!! Amei a decisão!!! Obrigado STJ! Notícia implica na qualidade de vida das pessoas e sobre as coisas boas que a vida nos oferece; e não é isso que vemos todos os dias nos veículos de comunicação. A maioria dos jornalistas de hoje, correm atrás da noticia, ou melhor, a notícia está na telinha do computador nessa era de globalização. Basta mudar o texto e CHAZAM… A notícia “velha” com novas letras!!! Temos que ter a consciência que na atualidade, somos co-participes da noticia em tempo real, no mundo todo! Façamos melhor o jornalismo para que pessoas tenham o prazer, a alegria, a responsabilidade de ler e atuar melhor perante a sociedade, para um mundo melhor. Forte abraço e obrigado pelo espaço!

  19. Daniela Camrgo Lourenço - 1 7 2009 às 20:52

    Com o fim da obrigatóriedade do diploma para exercicio da função jornalistica, vai exige aos conditatos as vagas maior dominio da habilitação, uma vez que não é só entrar em uma faculdade frequentar as ou não aulas pagar as mensalidades em dia e sair com um diploma em baixo do braço “Pronto sou formado”. Vai exigir bem mais empenho e dinamismo no que se realmete sabe e quer fazer para desbancar as centenas de pessoas que estaram prontas para preencher as vagas dessas pessoas que estavam lá somente porque tinham diploma. Eu particularmente não me sinto nem um pouco ameaçada começo a faculdade no próximo sementre e vou em busca de conhecimento especifico, teorico porque narrar é facil, dificil e ter opinião formada, ética isso e o ser humano não e quelidade e não se aprende nem se compra, na faculdaded se aprende a dominar a escrita, gramática, concordâncias, saber expor corrtamente as ideias, conhecer leis, direitos.. que venham a nova era do jornalistas desprendidos de obrigatóriedade.

  20. Sidnei Silva Sampaio - 6 7 2009 às 16:50

    adorrooooooooooooooo! tudo isso! !!!!

    Muito bem! quem sabe daqui uns anos termos mais e melhores jornalistas…. atuando… por que atôando tem demais…..

  1. [...] E vi muita gente chegar à redação, com um diploma embaixo do braço, incapaz de fazer perguntas decentes a um dono de banquinha. Transformar aquilo em texto era ainda mais difícil.” [via Livros e Afins] [...]

  2. [...] isso o que o diploma era: uma maneira de oficializar uma pessoa – capaz ou não – como jornalista.Leia o texto Fim da obrigatoriedade do diploma? Talvez as faculdades agora ensinem algo…Tive a sorte de começar a trabalhar em jornal antes mesmo de ser formado – antes de ter diploma [...]

  3. [...] que você poderá conferir por completo no post:  Fim da exigência do diploma de jornalismo? Talvez agora as faculdades ensinem algo… [...]

  4. Achados na Web | Ladybug Brasil - 20 6 2009 às 10:22

    [...] que eu não vou escrever sobre isso, leiam o texto do Alessandro Martins sobre o fim do diploma de Jornalismo como exigência para praticar a [...]

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