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No Boteco Behaviorista sobre Feminismo levantei a hipótese de que os homens eram sistematicamente favorecidos de formas sutis no meio acadêmico a partir da minha observação dos cursos de psicologia no Brasil.

Essa semana descobri que nos EUA fizeram uma pesquisa testando esta hipótese com um método bem simples: enviaram o mesmo e-mail para mais de seis mil orientadores de pós-graduação demonstrando interesse e solicitando uma entrevista para conversar sobre o projeto. A única coisa que mudava em cada e-mail era o nome/sobrenome de quem enviava que denunciavam o gênero e a origem do suposto candidato. O resultado é que os e-mails que mais recebiam respostas positivas foram os e-mails com nomes de homens brancos.

O dados coletados apontaram que, em geral, mulheres, negros, asiáticos e outras minorias nem ao menos tiveram os e-mails respondidos.

Ou seja, como já desconfiávamos, apenas homens brancos são bem vindos no clube do bolinha da academia.

Link:  Boteco Behaviorista sobre feminismo
Link: Pesquisa original
photo credit: pedrosimoes7 cc

Sobre o autor: Marcela Ortolan

Andarilha convicta, leitora apaixonada, behaviorista radical. Acredita que o mundo é grande demais para que apenas uma arte tenha o seu monopólio.