Li no blog de Luma Kimura a ideia de um post em que se faz e se convida os leitores do blog a fazer uma lista de livros sobre os quais, ao longo de dias, cada um escreverá.

Não chegarei a tanto pois não tenho certeza de que meus leitores – que a um só tempo sejam também blogueiros – terão tempo de durante 10 dias escrever sobre cada um dos livros que citarem.

Também tomei a liberdade de modificar os critérios para a lista de livros. Faço a minha e convido o leitor a fazer a sua, em seu próprio blog ou nos comentários, com os critérios e o número de livros que preferir:

  1. Livro de que mais gosta: Ficções, de Jorge Luis Borges. Curiosamente, apesar de ser um livro fino, a cada vez que o releio encontro coisas novas que vão de uma frase a um conto inteiro, como se, em leituras passadas não estivessem ali
  2. Livro que o influenciou: Pergunte ao Pó, de John Fante. É um livro que faz você querer viver do que escreve. Coisa que faço hoje.
  3. Livro de alguém que conhece: O Cabotino, de meu amigo Paulo Polzonoff Jr. É um livro ácido e muito bem humorado sobre escrever e pode ser mal compreendido, principalmente por pessoas que se levam a sério demais. Mas recomendo a qualquer um que queira ser (ou seja) escritor a lê-lo. É bom para separar aqueles que realmente querem escrever daqueles que não, para dar boas risadas e, caso de fato queira trabalhar com a escrita, fazer com que você leve seu ofício e sua arte de maneira menos sisuda.
  4. Livro que outra pessoa trouxe até você: História Sem Fim, de Michael Ende. Foi trazido pelo Júlia até aqui em casa e o li. Recomendo a qualquer um que goste de histórias de fantasia. O filme nele baseado é excelente também.
  5. Livro a que assistiu primeiro o filme nele baseado: O Clube da Luta. Depois dessee li muitos outros livros de Chuck Palahniuk. Há outro livro desse autor que foi adaptado ao cinema – Choke -, mas aí você vê o quanto uma adaptação de um livro dele custa a ficar boa.
  6. Primeiro livro sem figurinhas que leu: Tubarão, o livro em que o filme de Spielberg foi baseado. Li por causa do filme. Depois, li Germinal, de Émile Zola. Daria mais moral dizer que li primeiro Germinal, mas não posso mentir.
  7. Livro de poesia: Não fosse isso e era menos/não fosse tanto e era quase. Esse é o título-poesia do livro de Paulo Leminski que, durante algum tempo, na adolescência, me fez ter vontade de ser poeta. Primeiro porque Leminski faz poesia parecer ser algo fácil de fazer. E é: difícil é fazer ser e parecer fácil. Segundo porque é uma edição impressionante. Se você tiver sorte e ainda não destruiram os poucos exemplares que deve haver na Biblioteca Pública do Paraná encontrará um volume em grande formato, com letras grandes que parecem ter sido apenas datilografadas, aumentadas e fotocopiadas

Convido mais uma vez o leitor a fazer sua própria lista de livros.

Lembrando que você pode usar o critério que quiser (livro para ler em um dia de chuva, livro para ler ao acordar, livro para ler antes de dormir, etc) e o número de livros que preferir. Cada pessoa tem um relacionamento muito particular com os livros, assim, prefiro não prender ninguém aos meus critérios, eles mesmos passíveis de mudança.

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!