Li no blog de Luma Kimura a ideia de um post em que se faz e se convida os leitores do blog a fazer uma lista de livros sobre os quais, ao longo de dias, cada um escreverá.
Não chegarei a tanto pois não tenho certeza de que meus leitores – que a um só tempo sejam também blogueiros – terão tempo de durante 10 dias escrever sobre cada um dos livros que citarem.
Também tomei a liberdade de modificar os critérios para a lista de livros. Faço a minha e convido o leitor a fazer a sua, em seu próprio blog ou nos comentários, com os critérios e o número de livros que preferir:
- Livro de que mais gosta: Ficções, de Jorge Luis Borges. Curiosamente, apesar de ser um livro fino, a cada vez que o releio encontro coisas novas que vão de uma frase a um conto inteiro, como se, em leituras passadas não estivessem ali
- Livro que o influenciou: Pergunte ao Pó, de John Fante. É um livro que faz você querer viver do que escreve. Coisa que faço hoje.
- Livro de alguém que conhece: O Cabotino, de meu amigo Paulo Polzonoff Jr. É um livro ácido e muito bem humorado sobre escrever e pode ser mal compreendido, principalmente por pessoas que se levam a sério demais. Mas recomendo a qualquer um que queira ser (ou seja) escritor a lê-lo. É bom para separar aqueles que realmente querem escrever daqueles que não, para dar boas risadas e, caso de fato queira trabalhar com a escrita, fazer com que você leve seu ofício e sua arte de maneira menos sisuda.
- Livro que outra pessoa trouxe até você: História Sem Fim, de Michael Ende. Foi trazido pelo Júlia até aqui em casa e o li. Recomendo a qualquer um que goste de histórias de fantasia. O filme nele baseado é excelente também.
- Livro a que assistiu primeiro o filme nele baseado: O Clube da Luta. Depois dessee li muitos outros livros de Chuck Palahniuk. Há outro livro desse autor que foi adaptado ao cinema – Choke -, mas aí você vê o quanto uma adaptação de um livro dele custa a ficar boa.
- Primeiro livro sem figurinhas que leu: Tubarão, o livro em que o filme de Spielberg foi baseado. Li por causa do filme. Depois, li Germinal, de Émile Zola. Daria mais moral dizer que li primeiro Germinal, mas não posso mentir.
- Livro de poesia: Não fosse isso e era menos/não fosse tanto e era quase. Esse é o título-poesia do livro de Paulo Leminski que, durante algum tempo, na adolescência, me fez ter vontade de ser poeta. Primeiro porque Leminski faz poesia parecer ser algo fácil de fazer. E é: difícil é fazer ser e parecer fácil. Segundo porque é uma edição impressionante. Se você tiver sorte e ainda não destruiram os poucos exemplares que deve haver na Biblioteca Pública do Paraná encontrará um volume em grande formato, com letras grandes que parecem ter sido apenas datilografadas, aumentadas e fotocopiadas
Convido mais uma vez o leitor a fazer sua própria lista de livros.
Lembrando que você pode usar o critério que quiser (livro para ler em um dia de chuva, livro para ler ao acordar, livro para ler antes de dormir, etc) e o número de livros que preferir. Cada pessoa tem um relacionamento muito particular com os livros, assim, prefiro não prender ninguém aos meus critérios, eles mesmos passíveis de mudança.









