Há algumas semanas fui entrevistado pelo repórter Bruno Galo de O Estado de São Paulo.
A matéria, sobre livros na era digital foi publicada finalmente. A parte em que sou citado é aquela em que falo sobre como acredito que boas mídias digitais para leitura ainda surgirão, mas que sei que o livro – como o conhecemos – ainda é a melhor forma de ler e transportar a literatura.
Leia um trecho da matéria:
(…) o escritor Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, lembra que vivemos em uma sociedade onde os hábitos e costumes estão em constante transformação. “As crianças se adaptam muito bem à tela do computador. Não me surpreenderia se, em breve, elas lessem livros inteiros no monitor”, observa.
(…)
Embora a maioria das editoras brasileiras mais importantes não ofereça e-books, eles já começam a ganhar espaço. Atualmente, no Brasil, 7% das pessoas que costumam ler livros baixam obras gratuitamente da internet.(…)
“Apesar de pequeno, esse percentual é surpreendente”, diz Galeno Amorin, diretor do Observatório do Livro e da Leitura e coordenador da pesquisa. “Está em formação um novo tipo de leitor”, analisa.
Eu mesmo não leio literatura na tela e em PDA. Mas na ocasião, o Bruno pediu-me ajuda para encontrar pessoas que o fizessem, para que fossem personagens de sua matéria para ilustrar essa mudança.
Um pouco cético, anunciei no blog – sabendo que a maioria das pessoas que comentam por aqui ainda prefere o papel.
Para minha surpresa, pelo menos duas dezenas de pessoas entraram em contato. Muita gente já lê em ambiente digital: seja tela do computador, notebook, iPod, ebook reader, PDA ou até mesmo celular.
De qualquer forma, a matéria está bem interessante e completa e recomendo a sua leitura.








