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Pesquisadores da Universidade de Stanford demonstraram que caminhar aumenta a capacidade criativa em até 60% em comparação com quem está sentado. O mais impressionante é que tanto faz caminhar ao ar livre ou na esteira olhando para uma parede branca: o próprio exercício parece ter capacidade de elevar a criatividade independente do contexto.

Os estudos fizeram testes com pessoas sentadas e caminhando em que voluntários deveriam encontrar soluções novas para um problema e descobriram que as pessoas que estavam caminhando apresentavam maior índice de respostas criativas. O efeito da caminhada  sobre a criatividade durava por algum tempo depois que a pessoa sentasse novamente.

Ou seja: se você estiver com dificuldades para criar, escrever, achar a solução para um problema ou ter alguma ideia nova saia um pouco da frente do computador e vá dar uma volta para aguçar a criatividade. Não esqueça de levar um bloco de notas junto de você.

Esta pesquisa me lembrou de uma citação da Cecilia Meireles sobre a arte de andar na rua:

“Ainda escreverei um livro sobre “Arte de andar na rua” – para ser distribuído grátis, com retrato e dedicatória, na Semana do Transito. Só depois de ler um livro de duzentas páginas, o pedestre carioca será capaz de começar a suspeitar que não se deve insistir em caminhar por baixo dos automóveis”.

Cecilia Meireles, no livro Crônicas de viagens (Crônica publicada originalmente em 1944)

Fonte: Stanford study finds walking improves creativity
photo credit: Ian Sane cc

Sobre o autor: Marcela Ortolan

Andarilha convicta, leitora apaixonada, behaviorista radical. Acredita que o mundo é grande demais para que apenas uma arte tenha o seu monopólio.