Partindo da inspiração do lançamento do livro de Sam Wasson “5ª avenida, 5 da manhã” sobre o filme Bonequinha de Luxo, eu fiz um especial em 5 partes para o Mesa de Café da Manhã. Neste especial, falei sobre a concepção da personagem principal, sobre o livro de Capote, o tão famoso vestidinho preto, a cena da festa, adaptações feitas para o teatro e ainda faço uma análise da história pensando no contexto social de hoje, entre as feministas de caixote e as que se autodenominam “vadias”.

Bonequinha de Luxo é o filme favorito de muita gente, mesmo que ninguém saiba exatamente porque. Ele tem um certo encantamento único, que dá a nítida impressão de que poderia acontecer em qualquer época e em qualquer lugar. O mesmo encantamento acontece com filmes como O fabuloso destino de Amélie Poulain, Meia Noite em Paris ou Quanto mais quente melhor, porém por razões diferentes, sejam elas pessoais ou mesmo sociais.

Eu sou uma dessas pessoas que tem por filme favorito Bonequinha de Luxo e tive uma alegria imensa de poder desmembrar um pouco os acontecimento e o histórico dessa narrativa tão marcantes. Ao final é interessante perceber como a história influenciou (e ainda influencia) muita gente. Deu uma nova visão sobre algumas questões sociais da época de seu lançamento e que se estedem até hoje, dando margem para uma associação relevante entre o que se passava no final da década de 50 até meados da década de 60 e o que se passa hoje. É possível também compreender porque a trama é considerada um clássico: porque no fundo, no fundo, todos queremos ter a vida glamurosa e livre de Holly Golightly.

Sobre o autor: Ana Carolina (oliviayale)

Jornalista com diploma. Autora da saga "A Irmandade das Olivias" e aprendiz de pesquisadora em Pós-Modernidade e Contos de Fada, cinéfila de carteirinha, apaixonada pela Disney e viciada em blogs.