Recomendo a leitura do artigo É Preciso Ser um Gênio Literário?, no blog de Bruno Garschagen.

Se houve um tempo no qual escritores transformavam suas doenças do corpo, mentais e psíquicas em boa literatura, vemos hoje escritores adoecendo a literatura para conseguir celebração, coquetéis, viagens, resenhas nos jornais, quem sabe até uma foto na revista Caras.

Ele esqueceu de mencionar a entrevista no Jô Soares. Aliás, sempre achei o João Gordo melhor entrevistador.

Ser publicado passou a ser uma obsessão de nosso tempo.

Publicar menos seria um favor para os leitores, que correriam um risco menor de adquirir um livro de pouca ou nenhuma importância em sua vida, enganado pelas editoras, pelos suplementos literários dos jornalões e pelo autor (que engana a si mesmo).

E para o meio-ambiente – com menos dejetos poluidores lançados durante a manufatura do papel.

Ganha o próprio escritor, que passa a ser ele mesmo o primeiro filtro de seu trabalho.

Quando Ivan Lessa se propõe a ler e a publicar cada vez menos, está na hora de levar a sério essa história.

Recomendo também a leitura do livro O Cabotino, do Paulo Polzonoff. Um livro escrito para desencorajar justamente os cabotinos.

Não direi que não há lugar para livros de todos os alcances. Mas para livros de alcances diferentes, projetem-se itinerários de compatíveis distâncias.

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