Escritora e blogueira Yoaní Sanches raptada e espancada em Cuba por ser “contra-revolucionária”
12 de novembro de 2009 | Publicado na Categoria Escritores | 3 Comentários »Vivemos em um mundo em que isso é possível de acontecer.
Leia um trecho do relato traduzido de Yoaní Sanches:
Os curiosos se aglomeraram ao redor e eu gritava, ‘Socorro, estes homens querem nos seqüestrar’, mas eles pararam os que queriam intervir com uma mensagem que revelou o plano de fundo ideológico de toda a operação: “Não interrompam, estes são contra-revolucionários”.
(…)
Fomos deixados doloridos, deitados em uma rua em Timba; uma mulher se aproximou: ‘O que aconteceu’… ‘Um seqüestro’, consegui dizer. Nós choramos abraçados um ao outro no meio da calçada, pensando no Teo, por Deus, como eu iria explicar aqueles machucados. Como vou dizer a ele que vivemos em um país em que isso pode acontecer, como vou olhar para ele e dizer que sua mãe, por escrever um blog e colocar minha opinião em kilobytes, foi espancada em uma rua pública. Como descrever os rostos despóticos daqueles que nos forçaram a entrar no carro, a alegria deles que pude perceber enquanto eles nos espancavam, ou ao levantarem minha saia e me arrastarem semi-nua até o carro.
Bem-vindo. Este é um mundo em que você pode ser agredido por ser contra-revolucionário.
Leia a história completa no Global Voices em Português.

Um absurdo que só não é maior do que o cometido pelos idiotas que idolatram o regime cubano e o chavista. É assim que desejamos viver? É esse o “regime do povo” que não resiste a uma mulher escrevendo na Internet?
E, o pior, é que estamos bem perto de nos tornarmos iguais a eles. Mas, aqui a coisa é mais refinada. Ninguém vai te sequestrar na rua e de dar umas cacetadas. Vão usar juízes comprados ou apadrinhados para calar a sua boca com a litigância de má fé.
Afinal de contas, pega mal não ser uma democracia.
Nossa! Que planeta é esse? Enguanto o mundo proclama a Paz, ainda encontramos no “mundo” uma barbaridade desta. É, mais na verdade isto estar muito próximo de nós, a exemplo da Uniban, que demostrou sua incapacidade ao se comparar com o óbvio.