Escreva um blog melhor: escreva para gente de verdade
14 de abril de 2007 | Publicado na Categoria O prazer de escrever | 7 Comentários »Você, às vezes, deve estranhar o fato de eu escrever sobre livros e literatura e, ao mesmo tempo, acompanhar o blog de Darren Rowse. Acontece que, em breve, eu espero que o meu blog dê-me mais ou menos independência financeira.
Mas não tenho tempo para ler tudo sobre probloguismos e afins. Nem para ler o grande número de bobagens que ainda se diz a esse respeito na internet brasileira, muito embora, pelo menos no que diz respeito a blogs sobre o assunto correlato SEO, parece ter surgido a primeira iniciativa séria.
Portanto, por uma questão de economia de meus preciosos segundos, acompanho apenas a maior autoridade no assunto. Talvez ele não esteja certo em tudo o que diz, mas seus números certamente dizem que está correto na maioria das vezes.
E em um artigo sobre picos de audiência versus crescimento lento e constante ele tocou em um tema precioso para mim. Traduzo livremente:
Escrever sobre como segurar uma câmara digital pode não ser a coisa mais profunda que eu já tenha escrito, mas conectou-me com pessoas de verdade (não aqueles tipos bacanas da web 2.0 – mas pessoas como nossos pais, vizinhos e garotos da escola). Escreva para gente de verdade, afinal não é só a turba da web 2.0 que navega na internet.
Nada de errado em escrever para este público – o exemplo que ele usa é o pessoal da web 2.0 – se este for o seu assunto, mas e se não for? Ele foi delicado e referiu-se ao pessoal da web 2.0. O que dizer aos que focam seus esforços apenas nas ferramentas de busca sem oferecer conteúdo verdadeiro a quem chega a seus sites?
O parágrafo seguinte também parece-me bastante importante: equilíbrio é a chave.

Ah, uma das minhas brincadeiras favoritas é colocar expressões do tipo “sexo com vegetais” no blog e ver quantos visitantes aparecem depois…
Uma curiosidade: colocar publicidade em blog dá retorno financeiro de fato?
Bj,
Resposta: Fazendo a coisa do jeitinho certo, com uns 250 visitantes diários você já consegue pagar a hospedagem e ainda sobra um troquinho. Se quiser, há muitos sites em que você pode ler sobre isso.
Beijos!
Concordo plenamente. Os buscadores lêem um conteúdo apenas para indexar; depois só o próprio usuário terá acesso àquilo. “Escrever para o leitor, pensando no buscador”. Não é à toa que muitos blogs bons acabam excluídos de determinadas buscas somente por não estarem otimizados no SEO, ainda que o conteúdo seja excelente.
Escrever para máquinas é angustiante. Eu não consigo. Prefiro as pessoas.
Abraços Alessandro!!
Resposta: Também acho… mas também acho que dá para jogar dentro das regras sem esquecer de que existe um leitor humano do outro lado. Mas acho que tem gente que nem se importa com os “humanos”. Tem gente que nem imagina que isso seja o mais inteligente a fazer.
Abraços!
É, essa é uma grande questão p mim, englobando ainda não apenas web 2.0, mas assuntos bem específicos, rssss
Resposta: Acho que uma boa dica é imaginar sempre a pessoa para quem você está escrevendo bem a sua frente… como se você estivesse falando com ela… mas creio que você não tem problemas quanto a isso. Seu texto parece bem dirigido, por assim dizer… quer dizer… você está falando com alguém…
Abraços!
Sabe Alessandro, eu acho meio controverso essa história de escrever visando a “felicidade” dos leitores e o que “eles” querem ler.
Lógico que não podemos desfazer de nossos fiéis leitores, mas ainda escrevo sobre o que EU gosto e não para eles, se assim não fosse, faria um blog temático, sobre assuntos específicos, mas longe disso, meu blog é aquela miscelânea que todos já conhecem:
Blogosfera, Linux, Tecnologia, Carros, Mulheres, etc…
Também sei que quem escreve esperando retorno financeiro, tem obrigatoriamente que escrever pensando em que vai “agradar”…
Abração
Resposta: Na verdade eu não penso em agradar alguém, meu caro. Escrevo sempre sobre as coisas de que gosto e da maneira que gosto, assim como você. Se você ler minhas crônicas, vai perceber essa minha faceta. Mas meu pensamento, ao mesmo tempo, também está no interlocutor, de maneira a seduzi-lo a gostar dessas coisas também. Porém, se ele não gostar, não há problema: ele não é meu leitor. Mas podemos ser amigos mesmo assim, eu e o não-leitor.
Aquilo de que trato neste artigo não é o agradar ou não ao leitor, porém. Eu quis dizer sobre a importância de escrever para pessoas – gente de carne e osso, com pensamentos e sentimentos – e não para os sistemas de busca simplesmente. No entanto – e não me refiro a você – se o cidadão gostar de escrever para mecanismos de busca, o que podemos fazer, não é?
Abraços fortes,
do Alessandro.
Boa tarde.
Não sou escritora profissional, mas tenho um certo fascínio por esta arte que é a produção, criação de textos.
É muito prazeroso escrever para pessoas de verdade, como foi mencionou acima, e melhor ainda é saber que seu registro vai de alguma maneira ser avaliado, analisado e questionado.
Bom mesmo é ser um escritor de verdade, dialogando com pessoas de verdade.
Gostei muito deste blog e de seus registros.
Abraço.
Obrigado, Marcella. Espero que, então, volte sempre para acompanhar as novidades. Abraços do Ale.