O diretor de criação da Talent, João Livi, deixou-me na noite de ontem, em dois artigos sobre o assunto, um comentário em que explica o posicionamento de sua empresa frente à reação da rede brasileira de blogs à nova campanha do Estadão.
“Nós posicionamos o estadao.com.br em linha com a proposta de credibilidade do Grupo Estado”, diz Livi
No comentário de João Livi – que você pode ler no post Por que o Fredão Tem Mais Chance Com uma Mulher que o Estadão -, há a afirmação de que não seria intenção da campanha atingir os blogs. Mas sim posicionar o Estadão entre os veículos com informações de confiança em uma internet onde a falta de credibilidade impera.
Na entrevista a seguir, o diretor de criação João Livi fala mais sobre o assunto.
A que atribui a reação da rede brasileira de blogs? Ainda há imaturidade na interpretação das informações que circulam na rede? Ou a campanha veio em um momento errado?
Achei a reação autêntica, de defesa coletiva, mas de defesa de um ataque que não existiu.
Esta reação foi de alguma forma esperada ou planejada em algum momento?
Não. Achei muito engraçado o que escreveram por aí, que a Talent planejou tudo isso para dar visibilidade à campanha. É como dizer que o gol do Ronaldinho contra a Inglaterra em 2002 foi planejado. Na verdade, a campanha foi testada com internautas e ficamos muito tranqüilos sobre o que estávamos dizendo e qual a percepção dos internautas a esse respeito.
De alguma forma é possível ver a reação dos blogs como positiva, no sentido de produzir uma movimentação em torno da Talent ou do Estadão?
Não sei. Acho que o melhor resultado que a gente vai ter desse debate é o próprio debate, que é muito interessante. Tirando a desqualificação de alguns comentários francamente ofensivos ou de baixo calão, o nível é bom e o papo sobre credibilidade na internet é ótimo.
O cliente da Talent – o Estadão – se manifestou de alguma forma a respeito da reação dos blogs?
O Estadão tem um produto e a campanha é uma forma de divulgação do produto. Até onde eu entendi, os comentários são sobre a campanha e ninguém melhor do que eu para falar dela.
A campanha terá continuidade de alguma outra forma? Será repensada? Mantida?
Bom, se houver coisas na linguagem ou no texto que possam ser arestas à comunicação, a gente pode aparar. Mas a defesa de que as pessoas devem andar mais pelo lado interessante, útil e crível da internet a gente quer continuar reforçando. Isso é bom para todo mundo.











