A imagem acima já é relativamente antiga, mas por alguma razão voltou a pipocar nas mídias sociais.
Veja – Mas como você foi parar no jornalismo?
Daniela – Eu estava tomando Toddynho no café-da-manhã. Na embalagem, tinha um negócio que explicava as profissões na linguagem de uma criança. O dessa era jornalismo. Li e falei: “Caramba. É isso que tenho de fazer”. Tem tudo a ver com ser modelo.
Não gosto de julgar as pessoas pelo o que aparece em jornais e revistas, pois isso é burrice. É comum que a fala editada seja bem diferente daquilo que a pessoa realmente falou. Sério.
Acreditar em qualquer coisa que aparece escrito em uma revista semanal, ainda que por motivos cômicos, não é sinal de inteligência. A propósito, tudo nessas revistas semanais é meio cômico.
Aliás, prefiro acreditar no que vem escrito nas embalagens de Toddynho a crer em uma revista semanal dessas. Veja bem: o problema não é a periodicidade. Se fosse uma revista que saísse de três em três dias eu diria o mesmo.
A citação me faz lembrar, no entanto, do início de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust: tudo começa quando o narrador mergulha uma madeleine em uma xícara de chá e é transportado por uma longa viagem em sua memória.
Como você vê, tudo é uma questão de contexto. Troque a madeleine e o chá pelo Toddynho – ou Proust pela Daniela Albuquerque – e quem sabe teríamos uma outra leitura de tudo isso…










