E o que faria outro piloto mais merecedor da morte?
17 de março de 2008 | Publicado na Categoria Escritores | 30 Comentários »“Se soubesse que era Saint-Exupéry, jamais teria abatido o avião”, admite o ex-piloto da Lufwaffe, que acrescenta só ter descoberto muito tempo depois que era o responsável pelo desaparecimento do escritor.
Quer dizer… o que faz você imaginar que outro ser humano merece morrer apenas por não ser o autor de O Pequeno Príncipe?

Ter escrito “O Alquimista”
…
Lady Engraçadinha.
Que filho da mãe! depois faz pose de madalena arrependida, e, como quem não quer nada, sai vendendo livrinho…
Tomara que a edição afunde como os aviões que ele abateu!
Vc sabia que o campeche, aqui em Florianópolis, era rota de pouso de Saint-Exupéry? onde ele era conhecido pelos nativos como Zé Perri?
abç, f
Muito interessante Flávia. De agora em diante vou chamar Saint-Exupéry de Zé Perri. Como sou bibliotecário, pode ser que algum usuário não entenda, mas eu explico.
Alessandro, essa frase foi realmente muito apropriada: “E o que faria outro piloto mais merecedor da morte?”. É possível realmente quantificar o valor de uma vida? A vida de uma pessoa famosa vale mais do que a de um desconhecido? Indo além: quantas pessoas necessitam morrer na Etiópia ou no Sudão para comover o mundo? A vida de um europeu ou americano (estadunidense para quem preferir) vale mais?
Bom tema para discussão.
Grande abraço!
Flávia: e também sei que Campeche quer dizer Campo de Peixe :-)
Mário: esse lance de quantificação da morte é uma coisa muito difícil de entender. É engraçado como as pessoas se comovem mais com a perda de algumas vidas e com outras não… seja pela violência com que o fato se deu, seja com quem se deu, enfim… a perda de uma vida é a perda de uma vida… cada um sabe quais perdas lhe doem mais… tem razão, mas admito que conseguir se comover por todas é sobre-humano…
Alessandro: há controvércias. E especulações. Essa é uma delas… mas não lembro das outras (e tenho preguiça de procurar)…
Alessandro e Mário ; eu sempre acabo citando John Donne – nenhum homem é uma ilha. E cada vez me sensibilizo mais com cada rocha perdida pelo continente. Deve ser a idade…
Choca mais a quantidade de soldados anônimos que caem a todo minuto como bonequinhos de chumbo.
Que dicussão boa. Engraçado como as pessoas agem e depois querem ser absolvidas da culpa com uma desculpa. Mesmo como essa sem ´pé nem cabeça…
Anny: Concordo com você… Na verdade o ex-piloto só não quer ficar de vilão na história, e para isso, dá uma de arrependido. Só que nessa tentativa, ele foi muito infeliz.
Alessando: Só por curiosiade… Você voutou a colocar a tag “nofollow” nos links dos comentários?! Por que?
Lady, muito engraçado! :)
Agora, guerra é guerra e ele tinha que derrubar o avião. Só que dizer que não teria feito se soubesse que era o escritor eu duvido muito, ele até pode estar arrependido, mas era a guerra, o que mais ele poderia fazer, se entrou nela tem que lutar e matar, é triste…
Evandro,
tem aquele filme o pianista, lembra?
o oficial nazista poupa o pianista ao ouvir sua música.
Em se tratando de humanos, eu acredito em todas as possibilidades…
Flávia: Também acredito na bondade e compaixão humana, mas é difícil julgar agora, ainda mais que eles estavam em aviões e não dá para saber quem está dentro ou não… eu dele teria ficado bem quieto, só que ele está lançando um livro, sei lá isso tá muito estranho, seria preciso ler esse livro para entender melhor.
Não! Vamos combinar que não vamos ler, tá?
Afinal, ele matou o Zé Perri!!!
E agora tá se fazendo de tadinhao para vender livros!?
Vamos só falar mal dele tá? mas nnao ajudar a vender livros…
Oi, Siteja…
eu estou tendo alguns problemas com os plugins e estou tendo que desativar alguns, inclusive os que gerenciavam a presença da indesejável tag nofollow nos comentários.
No entanto, sei que sua presença aqui é totalmente desinteressada e isso não vai afetar sua participação ;-)
Assim que conseguir entender o que está acontecendo com o envio dos comentários para meu email pretendo reativar todos os plugins.
Abraços,
meu caro.
Nossa Flávia, olha eu entrando no marketing do sujeito! rsrsrs Isso mesmo, nada de comprar livro dele!
hehe!
distraído…
distraído é ótimo!
mas, pra mim vale aquele velho ditado:
“quem está na chuva … ” ops, “quem está na guerra é pra venc…” ops, “quem está na guerra é pra morr…” ops, – era um escritor… que pena!
no fim das contas, de uma forma ou de outra, o piloto alemão está parafraseando o monstro marinho “ahhhh, eu não sabia”; – ops, foi mal!
para o bem ou para o mal é bom a gente começar a publicar uns livrinhos. Com monstros marinhos duvido que funcione, mas quem sabe pilotos alemães. Será que israelenses, palestinos, terroristas e etc andam interessados em litertura?
Hahaha. Estou adorando a conversa de vocês. Jamais imaginei que um post tão curto fosse render tanto…
distraído…. a Flávia é uma pessoa muito delicada e gentil :) Aposto que te deu vontade de falar “Cabeçudo! Não tá vendo que o cara só quer vender?” hahaha
O pior é que eu sou distraído mesmo… ;)
Alessandro: A conversa está mesmo divertida!