Tenho dito e escrito que os brasileiros andam lendo mais. Frequentemente sou questionado sobre quais temas/escritores os leitores devem se debruçar.

Eu poderia citar alguns escritores que no meu ponto de vista todos deveriam ler: Eduardo Galeano, Machado de Assis e Mário Quintana estão (e estarão) sempre na minha lista dos favoritos. Conheço leitores que jamais fariam a leitura desses escritores. E você me pergunta: quem está errado? E eu lhe respondo: ninguém.

Cada pessoa tem um gosto particular em tudo na vida e na literatura não é diferente. Auto-ajuda e romance fazem a cabeça de muitos leitores. Estão sempre entre os mais vendidos. Aqui e lá fora.

O público leitor no Brasil de hoje é formado basicamente pelas crianças, adolescentes e pelas mulheres. Nós homens estamos perdendo (de novo!).

Isso explica as vendas extraordinárias de histórias de bruxos, vampiros, auto-ajuda e romances com final feliz.

Particularmente não fico desanimado com o que os leitores andam lendo. Pior seria se não estivem lendo absolutamente nada.

Deixe que façam uso dos livros de auto-ajuda, deixe que façam a leitura das histórias de bruxos e vampiros, deixe que se encantem com os finais felizes dos romances. Precisamos é de leitores!

Um dia certamente cairão em suas mãos livros dos mestres da literatura nacional e mundial, como Guimarães Rosa, Machado de Assis, William Shakespeare, Kante e tantos outros, aí então a magia da literatura se fará presente.

Quando se fala em Brasil no exterior, três personalidades vem a mente: Airton Senna, Pelé e Paulo Coelho (não necessariamente nessa ordem). Ter um escritor nessa lista deve ser motivo de orgulho (independentemente de se gostar ou não do autor e de seus livros).

Portanto, não há um caminho único para tornar-se leitor. Cada um deve criar a sua estrada. A chegada é a mesma: um lugar aplausível, belo e encantador. Nos vemos por lá.

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Anote na sua agenda: dia 19 de agosto, das 18 às 20 horas, estarei na Laselva de Indaiatuba lançando meu novo livro “Eu morri faz tempo”. Conto com a sua presença.

 

Éber Sander