E a dedicatória?

Nesse mundo maluco, onde a tecnologia anda desenfreadamente rumo ao céu, não paramos de criar novidades. Todo dia a mídia veicula uma nova reportagem demonstrando mais uma inovação que trará mais benefícios a todos nós. Uma das ondas de vertiginosa repercussão foi sobre os tablets.

Felizmente isso atingiu em cheio os livros, que se tornaram e-books. E com e-books, passamos a ter e-writers, e-readers, e-publishers e-etc. Tal advento foi fantástico para as obras escritas, tendo em vista que as chances para divulgar informações se tornaram ainda maiores.

[ Ufa, ainda bem que não inventaram a e-life. Fonte: cena do filme Matrix]

Só coisa boa? Aparentemente sim, vale a pena salientar, no entanto, que existem possíveis melhorias para os e-books.

Para explicar, tomemos o exemplo do buzz virtual ocorrido em fevereiro deste ano sobre o caso da e-writer Amanda Hocking. Ela iniciou seus trabalhos há bastante tempo, mais precisamente há 20 anos, e após uma tsunami de fama, que perdurou cerca de uma semana, atingiu um milhão de livros baixados. Incrível não é?

Já passou.

O buzz foi substituído por qualquer outra coisa. Mas a escritora ficou. Talvez solitária, talvez não. Quem sabe esteja mais feliz, ou então mais triste.

Mas lá está ela, com seus milhões de leitores sedentos por novas publicações. Dentre esses, alguns fãs aguardam ansiosamente por uma oportunidade de conhecê-la, ou ir à sua noite de autógrafos, para talvez conseguirem uma dedicatória.

Todavia como, se ela só publica livros eletrônicos? Onde fica a demonstração de carinho e respeito mútuo contidos na relação leitor-escritor? Como poderão admiradores se aproximarem dos escritores que tanto apreciam?

[ Curto teus livro, manja? Sem caô, risca aí uma dedicatória? ]

O e-book, infelizmente, quebra parcialmente esse laço, colocando um ponto a se pensar para o futuro próximo. Como ir ao lançamento de um livro virtual, ou então pedir uma dedicatória?

Sabemos que a tecnologia nos provê tanta flexibilidade que podemos resolver isso de maneira extremamente simples. Não me surpreenderia ao ver, em breve, os e-lançamentos, ou então as e-dedicatórias.

Só então, sentiria que os e-books são, de fato, livros eletrônicos.

Que tal?

Postado em Tecnologia.

Sobre o autor

Lauro Valente

Um cara aficionado por novas tecnologias e seus usos para agregar mais valor à sociedade, ampliar o conhecimento e a visão de mundo.

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