É o tipo de coisa a que os jornalistas e os fãs só dão atenção porque simplesmente não há importância alguma nisso.

Agora a autora da série livros Harry Potter, J.K. Rowling inventou de dizer que Dumbledore é gay.

Para quem não sabe, o mago Albus Dumbledore é o diretor da escola de magia Hogwarts, onde o jovem mago vendedor de livros estuda.

Creio que isso tem uma relevância mínima para a trama. E dizer que ela criou esse factóide só para levantar algum tipo de bandeira acaba depondo contra seu trabalho.

Afinal bandeiras, flâmulas e afins que uma obra literária venha a levantar devem ser erguidas naturalmente pela própria força do texto. E não porque simplesmente se resolveu fazer isso.

Por isso, digo que apóio livros que abordem o tema. Mas o assunto deve ser orgânico, fazer parte do discurso de maneira livre.

Forçar diálogos não leva a nada. O carro patina na lama. O livro não sustenta o discurso – que é externo – e o discurso – artificialmente – não sustenta o livro.

Da mesma forma como a sexualidade das pessoas deveria ter um peso menor nos momentos da vida em que as elas não estão transando – creio que 90% do tempo ou ou mais -, creio que o fato de Dumbledore ser gay ou não, não é importante.

Ainda mais por ser um personagem de ficção de livros cujo tema, pelo que sei, não é esse.

Por mim, todos os personagens da série poderiam ser gays. E o livro continuaria a ser um livro de literatura fantástica infanto-juvenil.

As pessoas deveriam se importar menos com quem os outros fazem sexo – incluindo personagens de ficção – e, por outro lado, passar a fazer mais sexo, com quem bem entendessem e, claro, com quem consentisse e tivesse maturidade para isso.

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