Se eu digo que o aquecimento global é “muito provavelmente” causado pelo homem, isso é aceitável. Sou apenas um leigo que acompanha o termômetro e que tem um vago conhecimento científico, ecológico e de seus contemporâneos.
A partir do momento em que cientistas – 2500 deles – preparam um relatório sobre o aquecimento global e usam o termo “muito provavelmente”, saímos do terreno da ciência – em que as coisas ou são ou não são – e entramos no terreno da política e da fabricação de compotas – em que as coisas talvez sejam.
Isso tira muito da credibilidade desse relatório. A complexidade do tema até justifica a existência de um improvável – do ponto de vista científico – “grau de certeza”. Esse grau vem se arrastando em direção à sua plenitude ao longo dos anos freado sabe lá por que interesses.
Essas duas palavras são o que muitos governos precisam para deixar de adotar algumas das medidas que podem ser necessárias para reduzir o problema.
Muito provavelmente.
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