Eu já havia destacado a crônica do José Carlos Fernandes em um dos posts de Notas e Links aqui no Livros e Afins, mas faço questão de destacá-la novamente em um post só a isso dedicado. Nessa crônica, Fernandes fala sobre a Biblioteca Livre Pote de Mel.
Se você ainda não sabe, a Biblioteca Livre Pote de Mel é uma biblioteca que ajudo a manter em uma panificadora perto de minha casa. Nela você pode tomar livros emprestados sem cadastro, sem carteirinha e sem prazo de devolução. Saiba mais.
Pinço um trecho da crônica:
Dia desses, visitei a Panificadora Pote de Mel, candidata a figurar nas páginas amarelas da literatura. Fica na Rua Conselheiro Araújo com a Dr. Faivre, uma esquina onde tudo pode acontecer – inclusive uma biblioteca funcionar em cima de um freezer pifado e embaixo dos cartazetes que informam o preço do x-peru e do bife a cavalo.
A Pote parece aquelas lanchonetes de Registro, em tempos idos. Só falta um ônibus azul da Cometa estacionado na frente. Passam por ali cerca de mil pessoas por semana – são parentes de pacientes do Hospital de Clínicas, universitários e professores da Fesp e da UFPR, moradoras da Casa da Estudante e fregueses da Linda Loterias, da Só Rosas e da Pastelaria Ponto Azul, todas vizinhas. Não estranhe tropeçar numa mala de viagem, na petizada se empanturrando de cheetos ou num pesquisador rabiscando uma tese acadêmica. A Pote é um hino à diversidade – gastronômica e intelectual.
Achei muito bonito e sensível o que o autor disse da chapeira Roseli Dunayski, há 15 anos da Panificadora Pote de Mel, que, ao ter os livros próximos de si, voltou a ler com frequência. Não deixe de conferir.
Se você quiser doar livros para a Pote de Mel: Panificadora e Confeitaria Pote de Mel – Rua Conselheiro Araújo, 168 – Curitiba – Paraná – CEP 80060-230








