O Sérgio Grigoletto, do blog Trivial, enviou-me como sugestão um link com o decálogo do leitor, do escritor e do crítico.
Claro que não foi uma entidade superior que gravou os mandamentos em placas de mármore e, mesmo as que foram assim forjadas, costumam ser questionadas. Portanto, todas as regras ali sugeridas são passíveis de observações, correções e saudável desobediência.
Mas vamos a elas: 30 mandamentos do leitor, do escritor e do crítico
Gostei sobremaneira de alguns itens, sobretudo nos decálogos do leitor e do escritor.
No do leitor, escrito por Alberto Mussa, este:
IX – A vida tem outras coisas muito boas. Por isso, não tenha pena de abandonar pelo meio os livros desinteressantes. O leitor experiente desenvolve a capacidade de perceber logo, em no máximo 30 páginas, se um livro será bom ou mau. Só não diga que um livro é ruim antes de ler pelo menos algumas linhas: nada pode ser tão estúpido quanto o preconceito.
Miguel Sanches Neto, no do escritor, já começa bem:
I - Não fique mandando seus originais para todo mundo.Acontece que você escreve para ser lido extramuros, e deseja testar sua obra num terreno mais neutro. E não quer ficar a vida inteira escrevendo apenas para uma pessoa. O que fazer então para não virar um chato? No passado, eu aconselharia mandar os textos para jornais e revistas literárias, foi o que eu fiz quando era um iniciante bem iniciante. Mas os jovens agora têm uma arma mais democrática. Publicar na internet. Há muitos espaços coletivos, uma liberdade de inclusão de textos novos e você ainda pode criar seu próprio site ou blog, mas cuidado para não incomodar as pessoas, enviando mensagens e avisos para que leiam você.
Como são inteligentes as pessoas que pensam como a gente.
(publicado originalmente no dia 17 de outubro de 2007)









