Toda avó tem uma lata ou um álbum com fotos antigas. E, como é divertido olhar para aquelas imagens, pensando em como era a vida daquelas pessoas.
Bem, com a fotografia digital isso deve acabar aos poucos. O papel e o filme fotográfico vão ficando mais e mais obsoletos e raros. Não me lamento, afinal isso é apenas um sinal da passagem do tempo.
As coisas mudam.
Mas o fato é que algumas dessas latas e álbuns vão continuar a existir. Algumas dessas fotografias se perdem.
E algumas, fazendo o caminho inverso, vão misteriosamente parar nesses álbuns e latas. São aquelas fotografias com pessoas que ninguém sabe exatamento quem eram.
O trabalho de Maureen Taylor é recuperar as imagens, mas acima de tudo, recuperar o significado da imagem.
Ela consegue, com o estudo e a pesquisa de pequenos detalhes que olhos destreinados não vêem, descobrir a data aproximada e o local em que foram feitas, algumas vezes decifrando quem eram os retratados e o que faziam ali.
Certamente, a mais singela fotografia tem uma história para contar. Antes daquele milésimo de segundo congelado, algo aconteceu. E depois também. Pode-se dizer que Maureen escreve essas histórias descobrindo que legendas escrever sob tais retratos.
Fonte: blog ExtraLibris.









