
Os raios catódicos dos televisores têm o poder de drenar os pensamentos das mentes mais poderosas.
Assim, incomoda-me um pouco o fato de haver restaurantes – para citar só um tipo de estabelecimento – que mantém esses aparelhos ligados a todo momento. Isso sem falar em salas de espera, saguões de hotel, aeroportos e demais aglomerações.
E em vez de concentrar-se em manter uma conversação mais ou menos elevada, um ou outro conviva acaba tendo sua atenção sugada para a máquina de fazer zumbis. É inevitável.
Claro que é um caso de invadir a liberdade alheia, afinal, talvez existam pessoas mais interessadas na tela que na conversa ou na comida. Porém, acho que esse é um tipo de guerrilha inofensiva.
Eu não costumo assistir tevê. Não tenho nem tevê a cabo. Não que eu odeie. Mas, no fim das contas, é possível fazer tantas coisas interessantes sem ela que me sobra pouco tempo para isso.










