Declaração dos Direitos do Livro

Encontrei a Declaração de Direitos do Livro no blog Pó dos Livros, que por sua vez encontrou no Espazo Lectura, que viu no Brétemas, que citou do Trafegando Ronseis, que – finalmente – encontrou no Nosololibros.

Este último, como alguns dos posteriores, revela a fonte final: Bibliofrance.org.

E ali, depois de todo este exercício de regressão às origens, descubro que a Declaração dos Direitos do Livro foi criada por L’association des Éditeurs de la Région Centre (Text’OCentre: embora eu não tenha encontrado o texto neste site, que é da tal associação).

De qualquer maneira, seguem os artigos, traduzidos do francês para o espanhol e, deste, para o português:

Artigo 1

Os livros, todos os livros, têm direito a existir.

Artigo 2

Os livros são iguais entre si, sem distinção de origem, fortuna, nascimento, opinião ou editor.

Artigo 3

Todo o livro tem direito à vida, à comercialização, à possibilidade de ser exposto ao leitor e de proporcionar ao seu autor a de ser lido e renumerado com justiça.

Artigo 4

Todos os livros são iguais perante a lei, a qual os submete à igualdade de preço em qualquer lugar onde sejam expostos.

Artigo 5

Todos os livros têm direito a que, em qualquer lugar, se reconheça a sua personalidade, a personalidade do autor e do editor.

Artigo 6

O livro, como uma obra de imaginação bem como de investigação, dirige-se à imaginação e às necessidades do ser humano. Assim, na sua comercialização, não deve ser tratado como um simples produto de consumo corrente.

Artigo 7

O livro é e será garantia das nossas liberdades. Não pode em nenhum caso ser submetido a alienação, seja no plano do pensamento, seja no plano da sua vocação fundamental, que é promover o livre intercâmbio de culturas, mentalidades e saberes.

Artigo 8

O livro, motivador da abertura de espírito, da ciência, dos prazeres, depositário do saber enquanto obra de criação, deve ser tratado como um bem indispensável para a cultura, a promoção social e espiritual e a informação, não pode ser tratado como uma vulgar fonte de lucros.

Postado em Hedonismos.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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