DarkWriterBR: auto-publicação dando resultado

Sou muito a favor da auto-publicação e da auto-divulgação. A internet tem recursos aos montões para isso. Não fique parado com seu manuscrito na gaveta.

Não espere que uma editora se empolgue repentinamente com o seu livro. Isso só acontece em… livros.

Por isso, faço questão de divulgar esse projeto do(a) escritor(a) DarkWriterBR.

A bio dele(a) no Twitter:

Um(a) escritor(a) misterioso(a) que usa as redes sociais para divulgar um futuro livro. Sigam-me os verdadeiros leitores.

A ideia de usar as redes sociais para divulgar trabalhos literários não é nova, mas devo dizer que os envolvidos são persistentes. Já faz alguns meses que, de vez em quando, recebo tweets onde se lê coisas como:

“Gosta de ler? Gostaria de acompanhar a criação de um livro?”

O fato é que o projeto está conquistando leitores, com inúmeros seguidores nas diferentes redes sociais.

A intenção é conseguir que o livro seja publicado por uma editora quando então, e só então, a identidade secreta do autor será revelada.

Para mim, trata-se de uma dessas jornadas em que o caminho é mais importante que a chegada. Afinal, quantos livros são publicados que não conseguem nem meia dúzia de leitores? E quantos escritores lançam livros sem nenhuma alma tão somente por uma infame noite de autógrafos?

Como eu sempre digo, o objetivo do escritor é chegar ao leitor. O livro é um aparato físico ou eletrônico, no caso dos ebooks, que é um mero meio para que isso aconteça. Coisa que, aparentemente, esse projeto já conseguiu.

O projeto tem até uma ilustradora oficial: @Nahamut

Uma leitora do DarkWriterBR, Mirane Campos, escreveu para o Livros e Afins um texto que explica tudo melhor e em que pé está a coisa atualmente:

A primeira vez que ouvi falar do projeto do/a DarkWriterBR achei super interessante, afinal todos sabemos que publicar um livro não é nada fácil e sem a publicação dificilmente você consegue que sua obra seja lida/conhecida. Mas o/a escritor/a da história de Mary Prince teve uma idéia simplesmente genial ao ir disponibilizando os capítulos para os leitores na internet e, por meio de redes sociais como o Twitter, o Facebook e o Orkut, interagindo com as pessoas que estão acompanhando. Por ser algo um tanto novo e diferente as pessoas demoraram a se acostumar com o formato, criticavam a demora dos novos capítulos e alguns erros nos capítulos já disponibilizados, mas me lembro muito bem que Dark foi sincero/a desde o início ao dizer que isso era um projeto e que estava nos apresentando o livro conforme ia criando. Dark não está entregando uma obra pronta, está criando juntamente com seus leitores. Mostra-nos seus capítulos assim que saem do forno, se submete às críticas e as aceita muito bem.

Obviamente que sempre vai haver aquelas pessoas que são contra qualquer tipo de inovação e o projeto de Dark foi muito criticado por aqueles que não entenderam o seu ponto ou simplesmente se recusaram a admitir que algo tão simples possa ser sensacional. Quando Mary e sua família se deparam com a luz na estrada ficamos tão assustados quanto eles e como não partilhar o desespero de Mary ao acordar sozinha num lugar horripilante, com aquele céu vermelho e criaturas horríveis em seu encalço? Nunca tive tanto medo lendo um livro desde os Cavaleiros Negros de Tolkien ou o Chandriano de O nome do vento. Ficamos preocupados com Adam e imaginamos a angústia de Mary ao ter que assumir a responsabilidade de cuidar de uma criança quando ela mesma é só uma adolescente. Liem surge como uma espécie de herói e é de grande ajuda para Mary e Liem e juntos esses três personagens terão que enfrentar todas as ameaças desse mundo completamente desconhecido e cheio de surpresas, em sua maioria, desagradáveis. Podemos considerar Dionaea, até agora, a mais desagradável de todas, ou pelo menos até conhecermos Nigrum. Linda, velha, falsa ou verdadeira, Dionaea é definitivamente alguém que eu iria querer bem longe de mim e de qualquer criança que eu conheça, mas não vou dizer mais nada para que vocês possam conhecê-la pessoalmente.

O sétimo capítulo do projeto saiu semana passada e foi muito bem recebido por todos os leitores, como pude acompanhar; como uma das primeiras e grande fã do projeto e da obra, acompanho de perto os perfis dos personagens no Twitter e posso ver a reação dos leitores, o que é bem interessante. Esses perfis estão sempre interagindo com os fãs e criando jogos e brincadeiras e a expectativa pelos capítulos novos é sempre muito grande. Como disse, sempre tem aqueles que querem tudo de uma vez, como um livro pronto e acabado, mas se esse é o seu caso sugiro que espere até o livro ser publicado, o que tenho certeza que irá acontecer. Mas se você adora participar desse projeto de criação e acompanhar o desenvolvimento de um livro, o projeto DarkWriterBR foi feito pra você.

Vocês devem ter percebido que sempre que me referi ao/a criador/a do projeto o fiz de forma a não revelar seu sexo e isso se dá justamente porque eu não sei. Ninguém sabe. E esse é mais um dos ingredientes do sucesso do projeto que no momento conta com mais de 11 mil membros no Orkut e próximo de 1 mil no facebook. Dark só revelará sua identidade quando uma editora se interessar em publicar o livro. Vale ressaltar também que o projeto já conta com participações ilustres, como por exemplo Joji Kojima, artista famoso por criar máscaras para Lady Gaga, que se interessou pelo projeto e desenvolveu uma máscara especialmente para Dark continuar a manter sua identidade em segredo.

Postado em Mercado.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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