(…) importante é notar que sem as grandes estatais brasileiras não haveria grande parte da produção cultural hoje. Banco do Brasil, Petrobrás e Caixa, além das secretarias estaduais e outros órgãos oficiais, sustentam o grosso do cinema, do teatro e da música erudita brasileira, para não falar da imprensa do setor. O que cria uma situação irônica: como essas estatais se beneficiam das leis de incentivo, que permitem abatimento fiscal dos patrocínios, o dinheiro do contribuinte financia duplamente cada evento (ao custeá-lo e ao ser abatido).
Da série Bizarrices das Leis de Incentivo à Cultura
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