Este meu amigo começou a chamar Curitiba de Curral de Nuvens. E procurou explicações para isto. Uma delas era de que a Serra do Mar, no leste, e a Serra de São Luiz do Purunã no lado noroeste, formam um corredor em direção a São Paulo. Construíram as duas serras um grande funil à passagem das nuvens. Quando as massas frias cruzam os pampas gaúchos e Santa Catarina, atingindo o Paraná, têm de atravessar o Corredor da BR-116 e entrar num brete, estacionando no curral de nuvens. Pode-se dizer que se fixam sobre a cabeça dos locais, para desespero dos migrantes. E os habitantes, sem poder ver o sol, ficam carrancudos e tristes. O meu amigo diz que a ausência do sol em Curitiba pode ser responsável pela grande quantidade de senhoras idosas carecas. O que comprova que o sol representa uma fonte de energia vital à saúde dos cabelos.
Curitiba: curral de nuvens
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