Há tempos eu deveria ter falado sobre ela por aqui, mas a Copa de Literatura Brasileira já está nas quartas de final.
Em cada peleja literária um livro enfrenta o outro – ambos lançados recentemente – e um árbitro decide qual está habilitado a seguir adiante na competição, para alegria dos seus torcedores. Você pode inclusive votar, dizendo se o resultado foi justo ou não, embora isso, a exemplo do futebol, não altere o resultado.
- O mais recente confronto aconteceu entre Memorial de Buenos Aires, de Antonio Fernando Borges, e Leda, de Roberto Pompeu de Toledo. Deu o segundo.
Com o vencedor ainda estão no páreo outros seis livros. Acho difícil definir o que é melhor em termos de literatura, principalmente porque envolve o gosto do leitor. No entanto, a iniciativa é curiosa e de se observar.
Explica o criador do certame, Lucas Murtinho:
Dezesseis livros, escolhidos de forma bem pouco científica entre os romances brasileiros lançados em 2006, disputam o prêmio em quatro rodadas. A cada jogo, dois livros se enfrentam: o vencedor passa para a rodada seguinte, o perdedor está eliminado do campeonato. E cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar sua decisão. Na grande final, todos os jurados votam e elegem o campeão.
E, antes que alguém venha criticar de maneira fácil sua iniciativa, ele explica:
(…) não se trata de eleger o melhor livro do ano mas de guiar o público, provocar o debate, criar expectativas e, inevitavelmente, causar decepções. O prêmio em si interessa pouco: bom é discutir quem merece ganhar antes e reclamar de quem ganhou e não devia depois.
A disputa está em sua fase final. Quem sabe se você não descobre entre os já eliminados o seu favorito a vencer? De fato, isso só é possível em uma copa desse gênero. Nem sempre o livro vencedor será aquele que nos ganhará.









