É a um só tempo curioso, emocionante, engraçado e triste ver os documentos contidos e disponíveis em PDF no site Censura Musical.
Acabei de receber o convite do jornalista André Rocha para visitar o site por ele desenvolvido ao lado dos colegas Gabriel Pelosi e Lucas Mota:
… onde estão disponíveis documentos do período de censura no Brasil. Também estão publicadas entrevistas com cantores, compositores e depoimentos inéditos de uma ex-técnica de censura que relata o cotidiano da DCDP (Divisão de Censura de iversão Públicas).
O site, que nasceu de um trabalho de graduação traz fac-símiles de documentos originais da censura tais como:
- Censura à música Tradição, de Gilberto Gil, em que o censor pede atenção às palavras “barbalho” e “porrada” e à expressão “arranjada de contrabando”.
- Censura à música Tanto Mar, de Chico Buarque, com os pareceres da censora. O documento tem ainda uma segunda parte.
- A explicação de Odair José sobre a polêmica – para a época – Pare de Tomar a Pílula. No final, o censor se deixa convencer.
- O supra-sumo da paranóia censora em um documento que supõe a existência de uma entidade que incentiva a produção de músicas de protesto na América Latina.
Não deixe de ver também a carta em que Chico Buarque tenta acalmar os ânimos de um dono de boate, preocupado com o fato de que algumas das músicas a serem tocadas em um espetáculo tinham problemas com a censura.
Registro também que fico feliz com o fato de cada vez mais este blog ser procurado para a divulgação de novos projetos como o desses três amigos que, dizem, devem fazer constantes atualizações ao Censura Musical.
Recentemente, tive o prazer de divulgar o site LeituraDiária e o Rafael, seu criador e desenvolvedor, contou-me que apenas no dia em que o artigo foi publicado 80 novas inscrições foram feitas.










