Talvez os artistas cômicos e os artistas eróticos sejam as únicas categorias que consigam comprovações físicas e espontâneas de que o seu trabalho atingiu o objetivo, não importa a qualidade de seu público.
Os primeiros obtem uma manifestação sonora. Os segundos, uma concreta.
Muito embora os segundos tenham que pedir que a assistência abaixe a calça para ter certeza.
O que, admitamos, na maioria dos casos – não todos – é inaceitável socialmente. Raramente acontece.
Os artistas restantes – nem cômicos nem eróticos – já ficam contentes quando o público não deixa a sala ou não fecha o livro ou, então, aplaude no final, com cara de que entendeu tudo.
E aplausos, embora físicos (sonoros e concretos), nem sempre são espontâneos.







