42___molesk_sint_preto_todos.jpg

Acabei adquirindo dois exemplares dos cadernos de notas do Atelier Machado (acima): um com bordas vermelhas e outros com bordas azuis. Eles são muito parecidos com os Moleskines em alguns de seus aspectos mais positivos, também têm qualidades únicas, mas há algumas diferenças que julgo importantes e você deve conhecê-las antes de optar entre um dos dois.

Se você julgar insuficiente este comparativo e precisar de uma segunda opinião, sugiro que visite a Casa do Galo, onde há outra análise similar.

O crédito das imagens a seguir é do fotógrafo Franklin de Freitas.

Comparação de tamanho entre o Moleskine (em cima) e o caderno de notas do Atelier Machado (embaixo)

O menor modelo do Atelier Machado tem 10 x 15 cm (a R$ 35 o com capa preta e a R$ 40 o com capa metalizada). Para você ter uma idéia da diferença em relação à dimensão mais popular de Moleskine, coloquei um sobre o produto analisado. Não sei para o tamanho de seu bolso, mas para o tamanho dos meus, isso precisa ser considerado.

Ambos têm capa dura e cantos das páginas arredondados, detalhes que garantem uma melhor aparência para cadernos cuja idéia inicial é o transporte em bolsos.

O produto brasileiro possui 200 páginas e o italiano 196. Mas considere que o Moleskine tem uma página de rosto previamente impressa para que você possa escrever seus dados e o valor de uma recompensa caso alguém o encontre por aí. Eu sei, mero detalhe.

As folhas são de papel feitas com um papel agradável de escrever e de ler em ambos os casos, embora as folhas do caderno do Atelier Machado sejam de uma gramatura um pouco maior. Por conta da tinta nas laterais, elas ficam levemente grudadas enquanto novas, mas isso não prejudica em nada a experiência de utilizá-las. Para alguns isso pode ser um leve incômodo, para outros um charme a mais.

Ele abre em 180 graus

Detalhe dos mais importantes em um caderno de notas: a exemplo de seu primo italiano, o brasileiro abre em 180 graus, como você pode ver acima.

Elástico garante as páginas fechadas

A cor do elástico, que mantém o caderno sempre fechado quando não está em uso, garantindo sua integridade nos inóspitos bolsos e bolsas, combina com a cor das bordas. Esteticamente é um diferencial. Não sei se é o meu Moleskine já está meio surrado, mas o elástico do caderno do Atelier Machado pareceu muito mais forte. Claro que, com o uso, a tendência é que ele laceie.

Bolso do Moleskine

Senti muito a falta no produto brasileiro do bolso que há na contra-capa do Moleskine. Eu, pelo menos, o uso largamente (Não reparem em como meu Moleskine está estropiado. Eu não tenho a menor dó).

Fita marcadora

Pode não parecer, mas a fita marcadora que há no Moleskine, que mostro acima, faz falta no caderno do Atelier Machado. Porém não compromete a qualidade como um todo.

Conclusão

Portanto, comparativamente, as principais características do caderno do Atelier Machado em relação ao Moleskine são:

  • Modelos em tamanho maior (há um também com 14 por 18 centímetros) que o Moleskine de dimensão mais popular. Muito embora o caderno italiano tenha uma variedade de modelos enorme, inclusive maiores.
  • Bordas coloridas combinando com o elástico, o que é uma personalização inteligente a fim de diferenciar os dois. Por conta disso as folhas ficam levemente coladas enquanto “virgens”.
  • Ele não tem o bolso na contra-capa nem fita marcadora de página.
  • Papel de gramatura maior. Sem opção de páginas pautadas.
  • O preço é R$ 35 e R$ 40 para cadernos com 10 centímetros por 15, capa preta ou metalizada colorida, respectivamente, e R$ 40 e R$ 50 para os com 14 centímetros por 18. Nesse aspecto, o Moleskine original só vale a pena se você conseguir trazer um do exterior. No Brasil, os preços ainda estão proibitivos.

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!