Basta não checar as informações antes de propagá-las. Sem checagem, pode-se passar adiante uma informação falsa. Coisa que pessoas, cheias de boa fé, fizeram o dia inteiro no Twitter.
Como as novas comunicações funcionam por proximidade social, como confiamos nas pessoas que estão próximas a nós e como, ao mesmo tempo, os fatos tem a importância diluída pela distância com que ocorrem de nós, o ciclo de propagação se mantém. O emissor está próximo, o fato distante, num misto de importância e desimportância que a tudo banaliza.
A boa fé, no entanto, não dispensa ninguém de checar informações ou ao menos ler um texto completo antes de passá-lo adiante, sobretudo neste instante em que o leitor faz o papel de divulgador. Você e eu passamos a ser responsáveis também.
Para piorar, os seguintes jornais online publicaram hoje notícias falsas sobre um suposto processo de Xuxa ao Twitter.
- Meio Norte (atualização: o link original agora tem um apontamento automático para a página do blog que publicou a notícia falsa primeiro)
- TV Canal 13
- 180 Graus
Aparentemente, todos são de Teresina, no Piauí.
Seguem os prints:
O mais notável é que, apesar de a notícia ter sido copiada quase que integralmente de um blog, que provavelmente a inventou (nesse caso sim com má fé), o primeiro portal engoliu a história com farinha e ainda colocou créditos para a GloboNews, no que foi imitado pelos outros sites.
O detalhe é que, a partir do momento em que uma notícia falsa é replicada por jornais supostamente sérios ela passa a ter um maior grau de credibilidade, independentemente de sua falsidade.
Notei que o blog onde se originou o problema toma o cuidado de colocar a seguinte informação no rodapé de suas ficções, a exemplo de outros posts seus.
E, então, leitor: tal aviso exime o editor desse blog da responsabilidade sobre qualquer interpretação errada e qualquer consequência que o artigo possa vir a ter? O que você acha?










