Como explicar os trabalhos de escola de seu tempo para seu neto

Já é difícil explicar.

Daqui a 30 anos talvez seja impossível.

Então, netinho. No meu tempo, a gente não usava esses tablets. Ah, você não usa mais tablets? É coisa antiga? Como é o nome agora? Copt-o-quê? Sei. Deixa pra lá.
Quando eu era estudantes, era na base do caderno e do lápis.
Lápis? Era um negócio fininho e comprido feito de madeira. Dentro dele tinha um grafite. Grafite, como você sabe é carbono, que pode ser feito de madeira também.
O que é madeira? Era uma coisa que faziam a partir das árvores.
O que é árvore? Era uma coisa feita de madeira. Mas, diferente dos lápis, tinha folhas. E ficava fincada no chão através de um negócio chamado raízes.
Aí, a gente esfregava a ponta desse lápis, que era feita de carbono, no caderno. Para anotar as coisas, fazer contas, desenhar, etc.
Caderno? Era uma coisa feita de papel. Com folhas.
Não, não. Tinha folhas, mas não era uma árvore.
Não. Também não tinha raízes.
Folhas eram assim, como direi, coisas que a gente folheava. Eram feitas a partir das árvores.
Não. Não eram como os lápis.
Eram folhinhas, fininhas, brancas e com linhas nas quais a gente esfregava a ponta dos lápis. Quando a gente esfregava, ficava marcado e guardado.
Quer saber de uma coisa? Pega esse tablet ou seja lá o nome que tem agora aí e faz a lição de casa.

E olha que nem entramos no mérito de como eram feitas as lições sem a ajuda do Google, da Wikipedia e de outras fontes e recursos de pesquisa da internet.

Não falamos nem sobre como era no tempo em que cada aluno tinha que levar sua própria pequena louza para anotar a lição.

Postado em Educação.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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