Como escrever um livro: 100 perguntas e respostas

O Bruno, do blog Deus Salve Rainha e do Curitiblogs encaminhou-me o livro Como Escrever um Livro, de Ariel Rivadeneira.

  • Compre o livro Como Escrever um Livro: 100 perguntas e respostas, de Arivel Rivadenera

Se você pretende ser escritor, as recomendações deste que não considera ele mesmo um escritor no estrito sentido da palavra:

  • leia, sobretudo aquilo que lhe dá prazer intelectual, emocional ou mesmo físico; leia também o que lhe deixa inquieto e o que lhe aguça a curiosidade ou ainda o que lhe deixa incomodado
  • preste atenção em você e nas pessoas, nos outros, seguindo mais ou menos os critérios usados para a leitura
  • e, principalmente, movido por tudo isso, escreva todos os dias.

Afinal, escrever é o que faz o escritor. Não pense em ser um apenas sonhando com os livros que poderia criar.

Bastaria isso, mas se você precisa de outras bibliografias de apoio, este Como Escrever um Livro pode ser uma opção. Embora básico, sou da opinião de que não existem perguntas bobas. E o livro é escrito em forma de perguntas e respostas. Creio que algumas delas tenham surgido para diversos escritores experientes durante seu processo criativo.

Mesmo Fernando Sabino tem aquele famoso episódio em que durante algumas linhas de seu romance O Encontro Marcado o narrador, de repente, se torna onisciente, coisa que, durante todo o resto da história, não é.

No entanto, como um livro que mereça ser lido é algo muito raro – relativamente aos inúmeros lançamentos que pululam nas livrarias -, caberia melhor uma literatura de apoio que mostrasse como não escrever ao leitor aspirante.

Os livros que melhor recomendo, portanto, são os seguintes:

  • O Cabotino – Um Guia de Anti-Ajuda Para Literatos, de Paulo Polzonoff Jr: o tom é de humor (um pouco ácido), mas leve a sério se estiver pensando em escrever um livro e acima de tudo coloque na balança as suas motivações. Presenteei com alguns exemplares desse livro os participantes do Encontro de Blogueiros Curitibanos, na semana passada
  • A Arte de Escrever, de Arthur Schopenhauer: o autor dedica boa parte dos ensaios que constam do pequeno livro ao tema da leitura, além do da escrita. Embora de época e matiz diferente do livro de Polzonoff, vai por à prova a têmpera de suas inclinações artísticas

O melhor conselho que posso dar a alguém que pretende viver do que escreve, nas diferentes modalidades em que isso é possível, é: cada um tem sua própria maneira de se expressar no mundo, portanto, experimente. Se gostar, ainda que tenha dificuldades, continue. Se não gostar, ainda que tenha facilidade, desista.

Fazer o contrário disso, em ambos os casos, seria uma traição a si mesmo.




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