Como comecei a praticar o Método DeRose

Eu ainda era editor do caderno de cultura de um modesto jornal curitibano no final do ano 2000.

O mundo, para decepção de alguns, não havia acabado com a suposta chegada do milênio, enquanto outros mais informados sobre as particularidades do calendário gregoriano aguardavam que acabasse com o ano novo, quando 2001 trouxesse o novo milênio de fato dali a alguns meses.

Um dia, quando eu cuidava de meus afazeres jornalísticos, apareceu na redação um de meus colegas de faculdade. Imaginei que ele se tornara assessor de imprensa. Realmente, o que o levava até a minha mesa era a divulgação de um evento.

Mas ele não havia seguido a carreira jornalística ou uma de suas afins. Agora ele era instrutor de yôga e avisava-me da inauguração de uma escola. Na verdade, tratava-se de uma das unidades do Método DeRose em Curitiba. Na época, porém, eu nem sabia o que era isso.

Tanto que recomendei a ele alguma outra editoria para fazer a divulgação, como a de esportes, por exemplo, já que eu julgava se tratar de uma atividade física.

Ele precisou explicar-me diversos detalhes que, na época, passaram batidos. Mas de um jeito ou de outro fez-me entender que aquilo era uma urdidura de técnicas e conceitos e envolvia muito mais que tão somente atividades físicas. Era uma cultura, por assim dizer. Portanto, era adequado que a notícia saísse no caderno de cultura.

Pois bem. Publiquei a nota sobre a inauguração daquela que hoje é a Unidade Alto da XV, sob direção do professor Rogério Brant, hoje um grande amigo. Confesso que não compareci ao evento. Não dei importância.

A garota com quem eu namorava naquela época, então, começou a se queixar de dores nas costas. Foi aí que lembrei da tal unidade. Levei-a até lá e, embora Rogério tenha me explicado que a o que eles ensinavam ali não tem o objetivo de aliviar dores nas costas ou curar qualquer doença – ainda que eventualmente possa ter esse benefício colateral -, nós dois nos matriculamos.

Realmente, por algum motivo, ela que tinha incômodos na coluna deixou a prática depois de alguns meses – ainda que muito provavelmente se sentindo melhor – e eu, que nunca tive reclamações realmente importantes pesando sobre minhas vértebras ou qualquer outra parte do corpo, permaneci. A verdade é que aos poucos fui descobrindo que as técnicas ali ensinadas eram algo que dificilmente uma pessoa doente pudesse praticar (embora, em tese, os conceitos estejam ao alcance de todos ou quase todos).

Isto foi por volta de 2001. Desde lá muita coisa aconteceu.

Sejam todos bem-vindos.

Postado em Qualidade de Vida.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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