faca

Por alguma razão eu gosto de facas. Nas horas vagas, fico vendo técnicas de uso tático de facas e resenhas sobre facas no Youtube.

E, como é um tipo de coleção cara, fiquei feliz em colecioná-las no Pinterest mesmo.

Assim, se você quiser me dar um presente e não souber o que e, ainda, tiver dinheiro sobrando, já sabe.

Facas, não espadas.

Vídeos sobre espadas

Mas, esta semana vi dois vídeos encantadores sobre espadas.

O primeiro apresenta a manufatura do início ao fim de uma espada samurai, certamente resumindo algumas etapas.

Na verdade, uma katana leva meses para ficar pronta. Uma de suas particularidades é que o metal que é usado para fazer a parte afiada da lâmina é dobrado sobre si mesmo diversas vezes a fim de lhe dar as características de dureza que lhe são peculiares. Muito parecido com a fabricação da massa de um croissant. A outra característica interessante é que em torno da parte afiada da lâmina é colocado um aço mais macio, a fim de lhe conferir resistência. Finalmente ela é forjada em seu formato curvilíneo. É um vídeo muito bonito, sem narração e com todo o processo. Claro, esta minha descrição é muito grosseira, mas o vídeo compensa tudo isso.

O outro vídeo é sobre a misteriosa espada viking Ulfberht. Não se sabe muito sobre ela, apenas que o aço era de um tipo improvável para época, por sua pureza e resistência, e que em todas elas havia essa palavra, essa “grife”, escrita da base até a metade da lâmina, aproximadamente.

E, assim, como uma grife famosa, havia “cópias” em que se lia palavras similares, como se um outro ferreiro, iletrado, tivesse tentado fazer uma cópia: mas não só a palavra saía errada como também a arma não tinha as mesmas boas características.

Lembra a história de um amigo que comprou um tênis Puma no Paraguai e, tarde demais, descobriu que na verdade era um tênis Pluma, com um L bem discreto entre o P e o U.

Não é o tipo de coisa boa a se descobrir no meio de uma batalha, com uma lâmina quebrada na mão direita.

(este texto foi publicado na minha newsletter deste domingo; é apenas uma parte de tudo o que eu enviei para meus 4 mil assinantes; se você quer receber todos os domingos, assine minha newsletter gratuitamente)

Sobre o autor: Alessandro Martins

Sou o editor deste blog. Trabalhei como jornalista em Curitiba de 1995 a 2008, quando fui demitido e passei a me dedicar a escrever apenas na internet, em blogs e mídias sociais. Agora estou publicando minha newsletter que tem milhares de leitores: assine!