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Chuck Palahniuk e o Big Brother Brasil

8 de janeiro de 2008 | Publicado na Categoria Livros e afins | 6 Comentários »

Às vezes eu via o Pedro Bial apresentando o Big Brother Brasil e pensava que era um desperdício de talento.

Depois de ouvir algumas de suas crônicas esportivas, percebi que ele está no lugar certo.

O fato é que comecei falando sobre isso porque um dos mais recentes livros de Chuck Palahniuk, Assombro, é sobre um grupo de escritores iniciantes que topam ficar trancados durante três meses em um lugar.

A idéia é que cada um deles escreva sua obra-prima durante esse tempo, em total isolamento do mundo externo.

Lembra alguma coisa?

Você tem um padrão: um capítulo que conta a história propriamente dita, outro que é um poema que descreve um dos personagens e o seguinte, que é um texto produzido por esse personagem.

O primeiro desses textos, Tripas, diga-se assim de passagem, é só para quem tem os intestinos no lugar. Muito bom, mas só para os fortes. Nada é tão desagradável que não possa piorar.

Em um outro, Desabrigados, temos a seguinte frase:

Os zé-ninguéns são as novas celebridades.

Lembra alguma coisa?

O negócio agora é ser desconhecido. Ser famoso está cada vez mais out.

Imagine. Helicópteros sobre a casa de Britney Spears. Será que ninguém pode mais dar um chilique sem que haja uma câmara a vigiar?

Com isso, só posso concluir que Greta Garbo, se amoitando, é que estava certa.

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6 Comentários para “Chuck Palahniuk e o Big Brother Brasil”

  1. Djabal - 8 1 2008 às 7:02

    Contraponto por Bernardo Soares: ” A ruína dos ideais clássicos os fez de todos artistas possíveis, e portanto maus artistas. Quando o critério da arte era a construção sólida, a observância cuidada de regras – poucos podiam tentar ser artistas, e grande parte desses são muito bons. Mas quando a arte passou de ser tida como criação, para passar a ser tida como expressão de sentimentos, cada qual podia ser artista, porque todos têm sentimentos.”
    Que tal? Desafiador, não?
    Abraços e desejo de um feliz novo ano.

  2. Morgana - 8 1 2008 às 9:08

    Fechou. Você é mesmo muito bom rapaz, muito bom. Adorei a sugestão de Bukowisk, ultimamente tudo anda me incitando a ler sua obra que até agora não conheço. O que sugere pra que que eu inicie? Sou bibliotecária também. Um afetuoso abraço,

    Morgana Lins

  3. Morgana - 8 1 2008 às 9:12

    só uma correção, você é jornalista. Confundi com outro amigo do Maranhão.

  4. _Maga - 8 1 2008 às 23:44

    “Disse-me, antes de mais nada, que me pintavam como tendo um caráter taciturno e fechado e quis saber o que pensava a este respeito.
    - É que nunca tenho grande coisa a dizer. Então fico calado – respondi.
    Sorriu como da pirmeira vez, reconheceu que era a melhor das razãoes (…).” p. 71, Albert Camus, O Estrangeiro.

    uma lição…

    beijos

  5. Anny - 9 1 2008 às 9:53

    Celebridades. Que importãncia tem isto?
    Nenhuma, na minha opinião. Alguém ganha dinheiro com isto e os programas de TV ficam cada vez piores…Ai,ai!

  6. Fernanda - 10 1 2008 às 23:40

    Idem ao comentário sobre o Pedro Bial. Ler isso aqui fez com que eu me sentisse vingada!

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