14 das melhores canções menos conhecidas de Chico Buarque e 3 bônus

Dos meus 15 anos até aproximadamente os 25 eu ouvi muito Chico Buarque. Ultimamente não tenho ouvido muito não, talvez por saturação. Às vezes, uma música é escutada tantas vezes que perde seu sentido.

Ontem resolvi ir atrás de uma canção menos conhecida dele e uma foi puxando a outra.

Fiz uma seleção de músicas e letras menos notórias do compositor (mas não menos geniais) presentes no YouTube.

Claro que os fãs do Chico vão dizer, sobre uma ou outra, que trata-se de uma obra bem conhecida. Peço que olhem para a lista com o olho do admirador que de fato admira, mas a certa distância, e assim só conhece aquelas canções mais famosas.

Não coloquei nenhuma de O Grande Circo Místico por tratar-se de um caso a parte.

Outra observação: a lista não está em ordem de preferência.

Ao final também estão outros vídeos curiosos sobre Chico Buarque mas que não são necessariamente são canções. Encontrei-os enquanto buscava os itens para a lista.

Suburbano coração

Será que o amor não tem programa
Ou ama com paixão
Mulher virando no sofá
Sofá virando cama coração
O amor já vai embora
Ou perde a condução

A mais bonita

Nesta, além da letra cheia de sutilezas, as frases melódicas são surpreendentes.

Valsa brasileira

http://www.youtube.com/watch?v=ayS557Dk9wg

Você nunca teve vontade de ter conhecido alguém anos antes?

Parceria de Chico com Edu Lobo.

Choro Bandido

Neste caso, não tive outra opção senão colocar duas versões, pois as duas tem Tom Jobim e eu tenho muita saudade do Tom Jobim. A música é do Edu Lobo e, segundo Chico, trata-se de um homenagem ao maestro.

A letra é cheia de citações a mitos gregos.

Saca este trecho:

Mesmo que você feche os ouvidos
e a janela do vestido
minha musa vai cair em tentação
mesmo porque estou falando grego
com sua imaginação

Detalhe do Tom Jobim, dizendo ao final que Choro Bandido é heavy metal. É mesmo.

Mambembe

Mambembe é daquelas subestimadas do Chico Buarque. Não creio que estaria numa coletânea, mas a combinação da letra com a melodia é perfeita. Trilha perfeita para Pedro Malasarte, Arlequino Servidor de Dois Patrões e Jack Sparrow.

Além disso, nessa versão gostei da moça que canta com ele.

Sentimental

Uma das canções que melhor fala sobre as ansiedades da adolescência… sobretudo das adolescências femininas.

Aquela mulher

Infelizmente só encontrei essa versão. Mas, dela, fica uma lição até meio óbvia: jamais pergunte ao atual par de sua ex sobre ela. A invertida é certa.

Flor da idade

Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor

Mil perdões

Você é muito ciumento? Preste atenção na letra desta música.

Deixe a menina

Nesta versão, duas músicas que dialogam. Uma é Sem Compromisso, de Geraldo Pereira, e depois Deixe a Menina, de Chico.

Por trás de um homem triste
há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher mil homens,
sempre tão gentis
Por isso para o seu bem
Ou tire ela da cabeça
ou mereça a moça que você tem

Mar e lua

Uma andava tonta, grávida de lua, e outra andava nua ávida de mar.

Dueto

Nesta versão, com Nara Leão.

Você, você

Esta vale a pena pela melodia e harmonia de Guinga, autor da música, e pela letra de Chico Buarque por ele explicada.

Futuros amantes

Esta serve de consolo para os amores que, por alguma razão, não deram certo sem, no entanto, ter deixado de existir.

Bônus

Chico Buarque tem um time de futebol chamado Politheama. A equipe é formada por músicos e amigos. Dizem que uma das cláusulas contratuais de seus shows incluem a obrigatoriedade de uma partida nas cidades para onde viaja. Ele leva a coisa tão a sério que o time tem um hino e todos devem saber cantá-lo:

Hino do Politeama

http://www.youtube.com/watch?v=bm7NukdcWyk

Causo sobre partida de botão

Chico Buarque jogando uma partida de botão com Chico Anysio, com Vinicius de Moraes como árbitro.

Note que, quando ele canta o hino do Politeama, ele diz “o povo crama por você”…

Muito correto.

Chico explica o amor

Postado em Música.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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