Peço desculpas e licença àqueles que assinam o feed deste blog apenas com o interesse em livros e seus afins, mas hoje decidi fazer um post bem pessoal.
O meu amigo Irajá Brito, fosse por motivos profissionais ou por recreativos, viajou por boa parte deste planeta.
Neste fim de semana, ele – autor de um livro chamado Tangará, sobre o qual devo falar em breve – e o meu amigo Fausto (que sempre me empresta obras de sua reserva especial), foram visitar meu pai – João Francisco -, que está hospitalizado.
Irajá fez questão de levar a sua coleção de chapéus – coletados em suas viagens – por ter certeza de que ornariam muito bem com a figura singular de meu pai. Quando cheguei com a câmara, as duas visitas infelizmente não estavam mais lá, mas os chapéus sim.
Fica o registro, imperdível:

Herói de muitas guerras no exército russo.

Tentando carreira como um severo juiz grego.

Ok. Não tão severo.

O jeito foi ser proletário na União Soviética.

Ou tentar ser um experiente capitão grego.

E, finalmente, general do Exército Vermelho.
Ok. Eu sei que você sabe que a continência é com a outra mão.
Mas você é canhoto.
Por fim, outros registros:

Minha mãe e meu pai.

Este casal – ele à esqueda e ela à direita, em pé – foi ajudadado a fugir por meus pais. Na época, a família dela não aceitava o casamento. Eu, ainda bebê, testemunhei toda a trama. Os irmãos dela queriam matar meu pai. Mas no fim tudo acabou bem no melhor estilo italiano. Agachada ali ao lado, está a Júlia.

Júlia.

Eu e meu pai. Ok. Você já tinha reconhecido.

Selvagem cão de guerra.

Não tão selvagem.








