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	<title>Livros e afins &#187; Livros e Afins</title>
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	<description>É para gostar de ler.</description>
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		<title>O encontro</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 11:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Amilton Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Afins]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<description><![CDATA[O que sabemos acerca de nosso passado? Que histórias repassaremos para as futuras gerações? E que futuro teremos? Muitos questionamentos podem ser inquietantes, avassaladores, mas podemos caminhar diariamente no silêncio de nossas vidas, sem nunca questionarmos ou posicionarmo-nos sobre a história de nosso país, de nossa cultura, e nosso papel como protagonista ou coadjuvante. Aos [...]<p><ul>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><a href="http://livroseafins.com/o-encontro-2/solitude-2/" rel="attachment wp-att-44542"><img class="aligncenter size-medium wp-image-44542" src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/05/solitude1-500x400.jpg" alt="" width="500" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O que sabemos acerca de nosso passado? Que histórias repassaremos para as futuras gerações? E que futuro teremos?</p>
<p style="text-align: left;">Muitos questionamentos podem ser inquietantes, avassaladores, mas podemos caminhar diariamente no silêncio de nossas vidas, sem nunca questionarmos ou posicionarmo-nos sobre a história de nosso país, de nossa cultura, e nosso papel como protagonista ou coadjuvante.</p>
<p style="text-align: left;">Aos 70 anos, Tomé levava uma vida pacata. Das manhãs modorrentas ao som de pássaros, passos e mais passos de estranhos numa praça, ele seguia sem muitas esperanças. Seus dias eram a repetição de ontens infindáveis. E assim parecia prosseguir indefinidamente&#8230;</p>
<p style="text-align: left;">Mas foi numa tarde de domingo que duas vidas se cruzaram, dois olhares diametralmente opostos. Foi quando Tomé encontrou Heitor, de 23 anos, na mesma praça, agora vazia, sem passos, sem vozes.</p>
<p style="text-align: left;">Tomé viu em Heitor a possibilidade de ser ouvido, um amigo, um filho, um neto, um ser humano que se dispôs a ouvi-lo. E Heitor ouviu pacientemente a história de Tomé. Sua infância, sua juventude na fazenda, seu casamento aos 17 anos, seus filhos espalhados pelo mundo, e a trágica morte da amada, companheira de tantos anos.</p>
<p style="text-align: left;">Quando Tomé terminou de falar, já não se incomodava mais em conter palavras, lágrimas, sorrisos. Foi a história de Tomé que abriu as portas para a timidez de Heitor. E um jovem, entusiasmado com o futuro, fez iluminar o semblante daquele senhor de tantas vidas, de tantos anos.</p>
<p style="text-align: left;">– Minha mente, por vezes adormecida, parece acordar a cada dia mais revigorada, principalmente quando procuro beber de fontes das mais diversas, e estremeço a cada página de um livro novo, sempre devorado de uma única vez. Por exemplo, tudo que você viveu durante estes 70 anos representa sua história, sua vida, e foi você que a escreveu, você é o protagonista, são suas escolhas, é o seu caminho. Mas e a história de nosso país, por exemplo? O que aprendemos na escola são verdades absolutas? São “verdades” necessárias? Para quem? – falou Heitor.</p>
<p style="text-align: left;">– O nosso sistema educacional sempre foi, e por muitas vezes, ainda continua sendo, uma mera reprodução, ou mais especificamente, “transmissão” de conhecimentos dentro de uma pedagogia ultrapassada, utilizada para alienar e marcar verdades como inabaláveis e intransponíveis. Eu já não acredito muito nos seres humanos, nas mudanças – afirmou Tomé.</p>
<p style="text-align: left;">– O que aprendemos na vida, nos bancos escolares, na universidade durante anos, pode ser refutado; afinal, o que não pode ser questionado? Quais personagens históricos não foram e são caricaturados eternamente? – Estas palavras de Heitor fizeram Tomé parar por alguns minutos, para depois falar:</p>
<p style="text-align: left;">– E refutar personagens históricos, momentos marcantes e estigmatizados de nossa história passada e recente faz com que passemos a encarar os fatos de outra maneira, e abre caminho para diversos questionamentos.</p>
<p style="text-align: left;">A vida do jovem Heitor, suas histórias, suas lutas e crenças fizeram brotar um novo olhar na vida de Tomé. Foram minutos marcantes, sentados num banco de uma praça, numa tarde de domingo, quando dois estranhos se dispuseram a dialogar. Talvez duas vidas estranhas, distintas, estejam mais próximas do que você imagina.</p>
<p style="text-align: left;">– Acredito, e gostaria que todos tivessem acesso a todas as informações, sejam acadêmicas ou não, e que o olhar sobre tudo que nos cerca passe a ser questionador, não me refiro ao papel militante, revolucionário, mas às mudanças que podem ocorrer a partir da leitura de um livro, por exemplo, e de tantos outros. E são, verdadeiramente, as mudanças internas que farão a grande diferença – falou Heitor.</p>
<p style="text-align: left;">Tomé levantou, pegou na mão de Heitor, agradeceu, disse que sempre poderia ser encontrado ali, todos os dias. O jovem permaneceu sentado, observando Tomé caminhar até sumir no final da rua&#8230;</p>
<p>Crônica inspirada na leitura do livro – <em>Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil</em>, de Leandro Narloch.</p>
</div><p><ul>
<li><a href="http://livroseafins.com">Livros e afins</a></li>
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		<title>Como foi a Primeira Bienal do Livro do Amazonas</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 13:27:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcela Ortolan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Afins]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[balanço]]></category>
		<category><![CDATA[bienal]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Aconteceu nos dias 27 a 06 de maio a I Bienal do Livro do Amazonas na cidade de Manaus. Quem já leu um livro do Milton Hatoum ou a poesia do Thiago de Mello, para citar os dois escritores amazonenses de maior projeção atualmente,  provavelmente se surpreendeu com o fato desta ser a primeira Bienal [...]<p><ul>
<li><a href="http://livroseafins.com">Livros e afins</a></li>
<ul></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Aconteceu nos dias 27 a 06 de maio a <a title="I Bienal do Livro do Amazonas" href="http://bienaldolivroamazonas.com.br/" target="_blank">I Bienal do Livro do Amazonas na cidade de Manaus</a>. Quem já leu um livro do <a title="Uma definição de literatura por Milton Hatoum" href="http://livroseafins.com/uma-definicao-de-literatura-por-milton-hatoum/" target="_blank">Milton Hatoum</a> ou a poesia do<a title="Os Estatutos do Homem - Thiago de Mello" href="http://livroseafins.com/thiago-de-mello-os-estatutos-do-homem/" target="_blank"> Thiago de Mello</a>, para citar os dois escritores amazonenses de maior projeção atualmente,  provavelmente se surpreendeu com o fato desta ser a primeira Bienal do estado. Bons escritores nós temos, interessados em literatura também. Faltava por aqui um espaço para discutir e divulgar literatura que movimentasse toda a cidade.</p>
<p>E a Bienal cumpriu bem o seu propósito.</p>
<p>Promovida pelo governo do estado como parte do projeto Mania de Ler. A Bienal apresentou o projeto ao grande público, mas não só isso. Além dos estandes de livros e dos lançamentos de obras, muitas outras atrações fizeram a alegria dos bibliófilos que por lá passaram. Foram eles:</p>
<h2><strong>Território Livre</strong></h2>
<p><strong></strong>Segundo o <a title="Bienal do Livro do Amazonas" href="http://bienaldolivroamazonas.com.br/" target="_blank">site da Bienal</a></p>
<blockquote><p><strong></strong>O Território Livre teve por objetivo promover o intercâmbio de ideias e experiências entre o público jovem. O seu formato de arena era espaço propício para conversas com escritores e personalidades, contemplando também convidados locais, sobre os temas que são referência para este público.</p></blockquote>
<p>O espaço ficou bem interessante com muita participação do público, com as pessoas sentadas em circulo as idéias circularam fluidamente. Uma oportunidade interessante não apenas para os adolescentes, mas também para aqueles interessados em conversar com grandes pensadores em suas áreas.</p>
<p><a href="http://livroseafins.com/como-foi-a-primeira-bienal-do-livro-do-amazonas/bienal-do-livro-do-amazonas-territorio-livre-cora-ronai-e-claudio-oshiro/" rel="attachment wp-att-44165"><img class="aligncenter size-medium wp-image-44165" src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/05/Bienal-do-Livro-do-Amazonas-Território-Livre-Cora-Ronaí-e-Claudio-Oshiro-500x500.jpg" alt="" width="500" height="500" /></a> <strong></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Livro Encenado</strong></h2>
<p><strong></strong>Foram cinco sessões, nas quais grandes atores apresentaram leituras dramatizadas de textos clássicos das mais importantes obras da literatura nacional e amazonense. Assim, Beth Goulart leu Clarice Lispector; Caio Blat leu Anibal Beça; Denise Del Vecchio leu Machado de Assis; Leonardo Vieira leu Álvaro Maia e Mel Lisboa leu Milton Hatoum. Um contato diferente que desperta o interesse de quem não leu alguma obra e trás uma nova luz para aqueles que já a leram e haviam dado a sua própria dramatização para a obra.</p>
<h2><strong>Floresta de Livros</strong></h2>
<p>De longe o espaço mais movimentado da Bienal. Quando começava uma de suas sessões que os estandes esvaziavam. Neste espaço a literatura infantil ganhou vida por meio dos contatores de histórias e atores que fizeram a alegria das crianças com muita música, fantasias e narrativas.</p>
<h2><strong>Tacacá Literário</strong></h2>
<p style="text-align: center;"><a href="http://livroseafins.com/como-foi-a-primeira-bienal-do-livro-do-amazonas/bienal-do-livro-do-amazonas-tacaca-literario-ilan-brenman-e-maina-colasanti-2/" rel="attachment wp-att-44171"><img class="size-medium wp-image-44171 aligncenter" src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/05/Bienal-do-Livro-do-Amazonas-Tacacá-Literário-Ilan-Brenman-e-Maina-Colasanti1-500x500.jpg" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: left;">É o bom e velho café literário envolto na áurea amazônica. O formato é um bate-papo com algum tema pertinente a literatura onde dois autores se encontram mediados por um terceira personalidade da cultura. O publico se manisfestou por meio de perguntas enviadas em bilhetes para os mediador.</p>
<p style="text-align: left;">Escritores maravilhosos, expondo idéias ricas, contando histórias tocantes e engraçadas.</p>
<p style="text-align: left;">Um espaço de reflexão intensa para todos. Thiago de Mello, Fábricio Carpinejar, Marina Colasanti, Affonso Romano de Sannt&#8217;Anna e Valter Hugo Mãe, foram alguns dos grandes nomes que deram consistência a goma deste Tacacá.</p>
<p>Se você não sabe o que é Tacacá, esse vídeo explica a riqueza desse prato. Considero que esta seja a mais surpreendente iguaria brasileira:</p>
<p><iframe width="640" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/aeLF1gtT16A?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2><strong>Balanço da I Bienal do Livro do Amazonas</strong></h2>
<p>A Bienal teve um bom público todos os dias, em especial nos finais de semana e no feriado, conseguiu trazer grandes nomes da literatura e cultura para as discussões, e se preocupou com o público jovem com as atividades da Floresta de Livros e do Território Livre.</p>
<p>Os livros infantis estavam especialmente baratos e havia um número bom de expositores.</p>
<p>Ao final das apresentações, os leitores puderam se encontrar com seus escritores e personalidades favoritos para tirar fotos e pedir autógrafos, todos muito educados e atenciosos.</p>
<p>A organização perdeu alguns pontos por ter colocado a Floresta de Livros, uma atividade que reunia música e crianças felizes e falantes, próximo ao local onde aconteciam o Tacacá Literário e o Livro Encenado atividades que exigiam ambientes mais tranquilos para serem apreciadas.</p>
<p>Faltaram mais livrarias expondo, já que a maioria dos estandes possuíam poucos livros ou livros de assuntos específicos, o que deixou a desejar especialmente na área de literatura. A maioria dos estandes estava bastante desorganizados, e não estavam de acordo com a programação cultural do evento, o que demonstra que ainda precisamos profissionalizar mais a exposição.</p>
<p>O balanço geral foi muito positivo. Os poréns foram poucos perto da alegria de ver o estado do Amazonas ter a sua Bienal e poderão ser facilmente sanados para a próxima &#8211; já ansiosamente aguardada.</p>
</div><p><ul>
<li><a href="http://livroseafins.com">Livros e afins</a></li>
<ul></p>
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		<title>George R.R. Martin sobre a guerra e os desertores</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 15:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Afins]]></category>
		<category><![CDATA[desertores]]></category>
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		<description><![CDATA[A certa altura de O Festim dos Corvos, quarto volume das Crônicas de Gelo e Fogo, que inspira a série Game of Thrones, da HBO, encontramos um grupo de personagens que debate sobre se os desertores seriam tão fora-da-lei quanto outros tipos de supostos malfeitores. Um personagem, mais velho, por fim, diz: Os desertores são [...]<p><ul>
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<ul></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><a href="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/guerra-granada.jpg"><img class="alignnone size-large wp-image-43869" title="guerra granada" src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/guerra-granada-640x357.jpg" alt="" width="640" height="357" /></a></p>
<p>A certa altura de O Festim dos Corvos, quarto volume das Crônicas de Gelo e Fogo, que inspira a série Game of Thrones, da HBO, encontramos um grupo de personagens que debate sobre se os desertores seriam tão fora-da-lei quanto outros tipos de supostos malfeitores.</p>
<p>Um personagem, mais velho, por fim, diz:</p>
<blockquote><p>Os desertores são mais merecedores de nossa piedade, embora possam ser igualmente perigosos. Quase todos são plebeus, gente simples que nunca tinha estado a mais de uma milha da casa onde nasceu até que algum senhor veio levá-los para a guerra. Mal calçados e malvestidos, partem marchando sob seus estandartes, muitas vezes sem melhores armas do que uma foice, uma enxada afiada ou um martelo que eles mesmos fizeram atando uma pedra a um pedaço de madeira com tiras de pele de animal.</p>
<p>Irmãos marcham com irmãos, filhos com pais, amigos com amigos. Ouviram as canções e as histórias e, por isso, vão se embora de coração ansioso, sonhando com as maravilhas que verão, com as riquezas e as glórias que conquistarão. A guerra parece uma bela aventura, a melhor que a maioria deles alguma vez conhecerá. Então experimentam o sabor da batalha. Para alguns, essa única experiência é suficiente para quebrá-los. Outros resistem durante anos, até perderem a conta de todas as batalhas em que lutaram, mas mesmo um homem que sobreviveu a cem combates pode fugir no centésimo primeiro. Irmãos veem os irmãos morrer, pais perdem os filhos, amigos veem os amigos tentando manter as entranhas dentro do corpo depois de serem rasgados por um machado. Veem o senhor que os levou para aquele lugar abatido, e outro senhor qualquer grita que agora pertencem a ele. São feridos, e quando a ferida ainda está apenas meio cicatrizada, sofrem outro ferimento. Nunca há o suficiente para comer, os sapatos se desfazem devido às marchas, as roupas estão rasgadas e apodrecendo, e metade deles anda cagando nos calções por beber água ruim. Se quiserem botas novas ou um manto mais quente ou talvez um meio-elmo de ferro enferrujado, têm de retirá-los de um cadáver, e não demora muito para que comecem também a roubar dos vivos, do povo em cujas terras combatem, homens muito parecidos com o que eram. Matam suas ovelhas e roubam suas galinhas, e daí é um pequeno passo até levarem também suas filhas.</p></blockquote>
<p>Finalmente, o trecho que mais me chamou a atenção:</p>
<blockquote><p>E um dia, olham ao redor e percebem que todos os seus amigos e familiares se foram, que estão lutando ao lado de estranhos, sob um estandarte que quase nem reconhecem. Não sabem onde estão nem como voltar pra casa, e o senhor por quem combatem não sabe seus nomes, mas ali vem ele, gritando-lhes para se posicionarem, para fazerem uma fileira com as lanças, foices e enxadas afiadas, para aguentarem. E os cavaleiros caem sobre eles, homens sem rosto vestidos de aço, e o trovão de ferro de seu ataque parece encher o mundo&#8230; E o homem quebra. Vira-se e foge, ou rasteja para longe, depois por cima dos cadáveres, ou escapole na calada da noite e encontra um lugar qualquer para se esconder.</p></blockquote>
<p>Por isso as guerras apelam tanto para essa abstração chamada Pátria. É a forma mais simples e eficiente para que alguém que vai para matar e morrer continue a ir, independentemente de reconhecer um motivo para isso. Pois sem essa forma simples e eficiente não haveria. De outra forma, o estandarte pelo qual se luta não estaria de forma alguma claro, o rosto dos senhores que gritam seriam estranhos e todos os rostos familiares já teriam claramente desaparecido.</p>
<p>Mas Fernando Savater já falou melhor sobre essa distorção que os ambientes totalitaristas e autoritários criam do amor natural que temos pela terra em que nascemos:</p>
<ul>
<li><a href="http://livroseafins.com/o-amor-o-verdadeiro-amor-pela-cidade/">Leia meu texto O Amor, o Verdadeiro Amor Pela Cidade</a></li>
</ul>
</div><p><ul>
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<ul></p>
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		<title>Celebrando o dia mundial do livro (e Shakespeare)</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 17:51:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otávio Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Livros e Afins]]></category>
		<category><![CDATA[dia internacional do livro]]></category>
		<category><![CDATA[shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é o dia mundial do livro. Uma comemoração só. E eu nem tinha me ligado que é também o dia de nascimento e morte de Shakespeare. Claro, não há coincidência aí: houve outra data para a celebração do livro, mas como em 23 de abril faleceram tanto Cervantes quanto Shakespeare, alteraram a data da [...]<p><ul>
<li><a href="http://livroseafins.com">Livros e afins</a></li>
<ul></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p style="text-align: left;">Hoje é o dia mundial do livro. Uma comemoração só. E eu nem tinha me ligado que é também o dia de nascimento e morte de Shakespeare. Claro, não há coincidência aí: houve outra data para a celebração do livro, mas como em 23 de abril faleceram tanto Cervantes quanto Shakespeare, alteraram a data da comemoração do dia mundial do livro. Li pouca coisa de Shakespeare e infelizmente (ok, me envergonho em dizer) ainda não li Dom Quixote &#8211; tido por muitos como O livro.</p>
<h2 style="text-align: left;">Shakespeare é importante? Será?</h2>
<p style="text-align: left;">Metido em diferentes ramos do conhecimento, entretanto, trombei com discussões diversas sobre Shakespeare e, como não podia deixar de ser, Harold Bloom. Este último é dos críticos literários mais discutidos na em nossos dias e escreveu duas obras interessantes: <a href="http://www.skoob.com.br/livro/resenhas/16614">O Cânone Ocidental</a> e <a href="http://armonte.wordpress.com/2010/08/10/o-bloomshakespeare/">A Invenção do Humano</a>. Os dois são verdadeiras odes à Shakespeare e,bem, acabei encontrando entre os <em>tumblrs</em> que sigo a arte de divulgação (ou seria apenas relacional?) abaixo.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/shakespeare.jpg"><img class=" wp-image-43718" title="shakespeare" src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/shakespeare.jpg" alt="" width="500" height="675" /></a></p>
<h2>De onde vem essa arte?</h2>
<p style="text-align: left;">Ano passado <a href="http://www.brainpickings.org/index.php/2011/05/19/how-shakespeare-changed-everything/">Stephen Marche</a> resolveu fazer seus apontamentos e <em>voilà</em>, novo volume sobre como Shakespeare moldou/criou/continua interferindo em nossa cultura moderna. Lerei.</p>
<p style="text-align: left;">Devo provocá-los, entretanto, antes que adentrem tais caminhos críticos e shakesperianos, repetindo o que um amigo literato adora me dizer: &#8220;leia o maldito livro do autor, a obra original, e tenha idéias próprias, catzo!&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Verdade, ele é enérgico e tem sua pitada de razão. Então, bom dia internacional do livro pra vocês &#8211; e leiam Shakespeare e vão ao teatro!</p>
<p style="text-align: left;">(Shakespeare era dramaturgo, eu tinha que falar)</p>
</div><p><ul>
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<ul></p>
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