Carlos Heitor Cony sobre o Acordo Ortográfico
13 de outubro de 2008 | Publicado na Categoria O prazer de escrever | 7 Comentários »Eis o que o autor de Quase Memória, Carlos Heitor Cony, diz sobre o Acordo Ortográfico:
A língua é feita pelo povo. Não adianta o governo querer discipliná-la. Acho absolutamente inútil e improdutivo. Não é a primeira vez que vai se fazer esse acordo. A tendência é daqui a algum tempo [a escrita] mudar outra vez. Portugal jamais vai se submeter a certas coisas.
Compartilho desta opinião. Aliás, uma reforma sempre está atrasada. Já viu como as pessoas têm escrito na prática?

E pensar que ainda temos descendentes analfabetos desde… desde sempre.
Isso tudo é besteira, o governo deveria pensar mais em outros ministérios. Por falar nisso, nosso presidente resolveu estudar?
Beijo Ale.
Fico sem saber o que pensar sobre este acordo ortográfico. Acho que sou indiferente a ele, na verdade.
Eu gostei de alguns pontos, como abolir de vez a trema (às vezes eu acho que eu sou o único que ainda usa este acento).
Mas tem regras que parecem dificultar a escrita. Vou sofrer para me acostumar com a nova grafia de “enjoo”, “voo”, “creem”, “antissemita”, etc.
Eu gostei da resposta do Saramago para o acordo. Não lembro as palavras corretas, mas foi algo do tipo “espero que dê tudo certo e que muitos livros sejam vendidos na norma antiga ou na nova. Só não venham me forçar a escrever deste ou daquele modo a esta altura da minha vida”.
Enfim, acho que isso é algo que vai ser assimilado com o tempo, não vamos simplesmente acordar e começar a escrever com uma nova ortografia. O que eu quero mesmo é que todo mundo escreva, seja lá como for. :-)
Ah, me diz se idéia sem acento cola?
Vamos ver como é que fica, né?
Não cola. Ideia. Putz. Muito feio, Anny!
Felipe,
acho que também sou meio indiferente. De início reluto, mas como trabalho com a escrita diariamente vai ser só uma questão de acostumar. No mais, acho que as pessoas continuarão a escrever como sempre escreveram…
Abraços do Alessandro.
Daisy,
pelo que sei ele vai continuar a escrever como sempre escreveu.
Abraços!