
Tudo bem. Admito que, lá pelos treze anos de idade, quando descobri a Chiclete Com Banana, com tirinhas de Angeli e depois outras revistas, deixei de achar que a revista Mad era o máximo em termos de humor.

Porém, não posso negar que ela fez parte da minha infância. Acho que eu nem entendia direito aquele senso de humor um tanto americano, provavelmente mal traduzido em alguns momentos. Algumas das seções eram paródias de filmes que eu nem tinha visto e outras traziam personagens que só diziam respeito aos cidadãos estadunidenses.

Mas eu gostava muito do fato de ter aqueles detalhes, como as minúsculas e minimalistas piadas do cartunista Aragonés – aquele do Groo – e aquele negócio da contracapa que, quando dobrada, formava uma outra ilustração que não a original. Ou me divertia com as improváveis armadilhas do Spy vs Spy.

Ou até mesmo com as Respostas Cretinas Para Perguntas Imbecis.
Até usei algumas. Acho que ainda uso em alguns momentos.
O que eu não sabia era que a Mad vinha de uma tradição mais antiga.
A primeira aparição do emblemático personagem Alfred Newman se deu ainda na década de 50. Mas como você poderá conferir, ele não era assim um habitué das capas e muitas vezes, os editores faziam alguns experimentalismos.











