Brasil preserva idiomas japoneses
21 de julho de 2009 | Publicado na Categoria Outros assuntos | 4 Comentários »Um amigo do leitor Ivo Mortani, chamado Frank Masaichi, leu o artigo sobre os 8 idiomas que podem desaparecer no Japão e enviou o seguinte comentário por email:
É, li o artigo em japonês.
Muitas das oito línguas são consideradas pelo povo japonês “dialetos” de províncias, mas internacionalmente são reconhecidas como uma língua diferente.
Isso acontece pela diferença entre um dialeto e outro (é pior do que comparar português e italiano).
Eu não entenderia 1% da fala de um dos oito dialetos. Se eu me lembro, o dialeto de Okinawa (que é um dos oito) é conhecido e falado mais no Brasil que no Japão. Muitos estudiosos de língua vieram para o Brasil estudá-la. Muitos dos descendentes de Okinawa ainda falavam a língua.Aqui se preservou mais a cultura do que lá…
Acho que é um caso em que o afastamento geográfico da cultura de origem ajudou a preservá-la através de laços emocionais (possivelmente).
Como se o receio da perda de uma certa identidade fizesse com que algumas das coisas que a afirmam fossem ainda mais resguardadas.

Gostei muito
Olá, Alessandro.
Então, esse caso é constante aqui no Brasil, bem como em outros países que receberam imigrantes em sua história recente. Sociolingüistas perceberam há um certo tempo que existem certas fases do uso da língua estrangeira pelos imigrantes nesses países, sendo que boa parte deles tende a continuar a se utilizar dessa língua e não deixá-la de lado para falar a vernácula (no caso, o português). Em muitos casos, a língua é mantida somente nos núcleos familiares. Devido a essa ligação com o idioma original da família, os descendentes também têm a idéia de que devem evitar que ele mude a fim de preservá-la. Assim, o idioma se torna também registro de um estágio anterior da evolução da língua, muitas vezes já arcaico para habitantes atuais do país originário.
Continue com seus textos interessantes por aqui!
Parabéns pelo trabalho!
Obrigado, Daniel, pelo comentário. Pode ficar tranquilo que, enquanto eu tiver leitores como você colaborando e expressando o que sentem a respeito dos posts, não faltarão artigos novos e, espero, interessante.
Abraços do Alessandro!