O Museu Nacional da Imprensa, no Porto, em Portugal, mantém uma prateleira com livros inscritos no site BookCrossing.
O site BookCrossing é o mais conhecido dentre aqueles que incentivam o “abandono” de livros para que sejam encontrados por outras pessoas. Você registra o livro, que recebe um número único. A pessoa que o encontra, em tese, entra no site e, através desse número, avisa que a edição foi encontrada. Assim, contando com a boa vontade de todos aqueles que encontrarem esses livros, você tem condições de saber por onde eles andam.
Eu e Júlia, que viajamos para lá e tivemos a oportunidade de conhecer as exposições desse museu, aproveitamos para levar dois livros, com o compromisso de enviarmos, do Brasil, outros dois que passariam a fazer parte da estante de BookCrossing. Acabo de colocar no correio os livros Timoleon Vieta Volta Pra Casa, de Dan Rhodes, e O Cabotino, do meu amigo Paulo Polzonoff Jr.
Existem diversos praticantes de BookCrossing espalhados pelo mundo. No Brasil, no momento, são 5803 contra 311 mil nos Estados Unidos. Confesso que a minha experiência e a da Júlia com o BookCrossing não foi muito animadora. Apesar de nossos livros estarem registrados no site, estarem etiquetados com o número único e as explicações, eles foram levados e não tivemos notícia deles.
Talvez por isso boa parte dos participantes prefira combinar o lugar onde vão abandonar os livros com outros praticantes, o que tira um pouco da graça da brincadeira. De qualquer maneira, o que vale é a ideia de fazer os livros circularem e serem compartilhados. Independentemente do site, experimente de vez em quando se desapegar de seus livros.








