Mais por ser um nome em evidência do que comparável a outras vítimas dessa prática, Arnaldo Jabor – ao lado de autores mais ilustres, como Jorge Luis Borges e Carlos Drummond de Andrade – tem sido alvo da autoria “equivocada” que, en passant, comentei no artigo anterior.
Eu me referia àquela história de que, pior do que ser copiado e ter sua obra atribuída a outro, só mesmo ter uma obra de qualidade duvidosa atribuída a si.
Na sua coluna de sexta-feira, dia 7 de novembro de 2008, na CBN (não consegui achar um link direto: você vai ter que pesquisar caso essa já não seja a coluna mais recente), Jabor fala exatamente sobre isso, sob o título: “Não aguento mais gente escrevendo no meu nome e publicando na internet”. Confira.
No caso, um dos textos a que ele se refere é este aqui, sobre mulheres perfeitinhas. Mas há muitos, muitos outros.
O erro – terrível erro – de propagar textos com autorias equivocadas costumeiramente é de blogueiros diletantes, sem profissionalismo, mas também é comum que blogs mais ou menos conhecidos tenham o mesmo problema, multiplicando, com sua suposta autoridade, em vez de conhecimento, outra coisa.
O item “autoria verdadeira” faz parte daquela história de se checar as informações antes de publicar. O compromisso com a verdade é uma coisa discutível, já que a verdade pode ser uma para uns e outra para outros. Mas creio que a autoria de um texto é algo que sempre deve ser verificado. Se não se está familiarizado com obras literárias, que se consulte alguém com alguma autoridade no assunto antes de se publicar algo do gênero.
Dica do FMatt.











