Aprender por livros é muito bom, mas não se compara a aprender de pessoas.
Livros são ferramentas – excelentes – para prolongar um conhecimento ao longo do tempo. Porém, se você tem a oportunidade de aprender algo de alguém – pessoalmente, olho no olho, de boca a ouvido -, não a perca.
Aliás, jamais deve-se parar de aprender coisas novas.
“Não se ensina truques novos a um cachorro velho” é um ditado estúpido.
Um amigo contou-me certa vez a história de um velho professor que, sabendo que morreria naquela noite, reuniu-se com seus alunos, que o amavam, em torno de uma fogueira.
Sentindo a proximidade da despedida, pediu uma brasa para que pudesse acender uma vareta de incenso. O aluno que estava mais próximo dele, com as próprias mãos, tirou uma da fogueira.
Todos ficaram espantados, inclusive o professor, que perguntou, curiosíssimo, como ele fizera aquilo sem se queimar.
O aluno foi até o ouvido do professor e lhe ensinou o truque.
O velho homem ouviu atentamente, assentindo com a cabeça a cada frase e a cada instrução.
E, depois de aprender, só depois disso, morreu.










