Aprender até o último segundo

Aprender por livros é muito bom, mas não se compara a aprender de pessoas.

Livros são ferramentas – excelentes – para prolongar um conhecimento ao longo do tempo. Porém, se você tem a oportunidade de aprender algo de alguém – pessoalmente, olho no olho, de boca a ouvido -, não a perca.

Aliás, jamais deve-se parar de aprender coisas novas.

“Não se ensina truques novos a um cachorro velho” é um ditado estúpido.

Um amigo contou-me certa vez a história de um velho professor que, sabendo que morreria naquela noite, reuniu-se com seus alunos, que o amavam, em torno de uma fogueira.

Sentindo a proximidade da despedida, pediu uma brasa para que pudesse acender uma vareta de incenso. O aluno que estava mais próximo dele, com as próprias mãos, tirou uma da fogueira.

Todos ficaram espantados, inclusive o professor, que perguntou, curiosíssimo, como ele fizera aquilo sem se queimar.

O aluno foi até o ouvido do professor e lhe ensinou o truque.

O velho homem ouviu atentamente, assentindo com a cabeça a cada frase e a cada instrução.

E, depois de aprender, só depois disso, morreu.

Postado em Educação.

Sobre o autor

Alessandro Martins

Alessandro Martins foi o criador do blog Livros e Afins. Trabalhou em jornais de Curitiba de 1995 a 2008, quando passou a se dedicar somente a blogs e em especial a este.

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